21.1.26

COMO INCLUIR A ATIVIDADE FÍSICA NA SUA ROTINA? ESTRATÉGIAS PARA ABANDONAR O SEDENTARISMO DE VEZ!


Em uma rotina repleta de exigências e com fácil acesso à tecnologia, é cada vez mais comum a prática de resolver tudo sem nem ao menos se levantar. O aumento do sedentarismo e da obesidade é uma realidade em todo o globo e incluir a atividade física no dia a dia tem sido cada vez mais desafiador. 

Mas estar em movimento não é apenas uma opção, e sim uma necessidade! A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou estatísticas mostrando que um em cada quatro adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física suficiente

O preço da falta de exercícios é alto. A OMS estima que o custo é de US$ 54 bilhões em assistência médica direta e outros US$ 14 bilhões em perda de produtividade por todo o mundo.   

Mas afinal, qual é a importância da atividade física? Como incluí-la em nossa rotina? Veja a seguir.

Importância da atividade física

 

Durante a pandemia, a OMS lançou novas diretrizes recomendando o dobro da prática de exercícios físicos recomendada anteriormente.

Os adultos devem realizar pelo menos de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa por semana, incluindo aqueles que têm doenças crônicas ou incapacidade. A recomendação para as crianças e adolescentes é de uma média de 60 minutos por dia. 

A prática de exercícios físicos também está associada à redução das complicações da COVID-19. Um estudo realizado com a parceria de quatro universidades brasileiras mostrou que praticar exercícios reduz em 34% o risco de internação por Covid-19. Por isso, nunca foi tão importante estar em movimento. 

Mas por que atualmente entende-se que é importante exercitar-se e realizar ainda mais atividades físicas? O que ela promove no organismo e que protege as pessoas de complicações em doenças como a COVID-19?

1. Reduz o risco de hipertensão arterial (pressão alta)

O exercício físico pode ajudar a prevenir doenças crônicas como a hipertensão arterial que também aumenta o risco de doenças cardíacas e derrames. 

Isso acontece porque essa prática fortalece o músculo cardíaco, melhora a circulação sanguínea, reduz os níveis do colesterol ruim (LDL) e aumenta os níveis de colesterol bom (HDL). 

A redução da pressão melhora o quadro de saúde e torna possível até mesmo que o uso de medicamentos não seja mais necessário (com autorização e acompanhamento médico). 

2.Reduz e controla o diabetes

A  redução da gordura corporal também diminui os níveis glicêmicos. Isso evita o desenvolvimento do diabetes e controla ou, até mesmo, reduz os níveis do diabetes. 

3. Ajuda a controlar o peso

O excesso de peso acontece quando se tem mais gordura corporal do que é indicado para altura. A prática de exercícios físicos associada a uma boa alimentação favorece o emagrecimento e também permite a manutenção do peso desejável, já que auxilia na queima de calorias. 

O excesso de peso costuma ser acompanhado de sedentarismo, baixa autoestima, fadiga, falta de ar, insônia, gastrite, insuficiência renal e dores no corpo. Ele também é um fator que predispõe ao surgimento de diversas doenças crônicas, como hipertensão arterial e diabetes. 

Ao combater a obesidade, a prática de exercícios também proporciona mais qualidade de vida. 

4. Mantém ossos, articulações e músculos saudáveis

Problemas relacionados à fraqueza dos ossos, como artrite, artrose e osteoporose são amenizados pela prática de exercícios. Essa prática também melhora a flexibilidade e a postura, evitando dores e fortalecendo os músculos.  

5. Promove bem-estar físico e mental

Praticar exercícios físicos regularmente diminui o estresse e aumenta a sensação de bem-estar. Isso acontece porque ele regula hormônios como o cortisol, conhecido como hormônio do estresse. 

Quando os níveis de cortisol são alterados, o organismo sofre. Seu aumento dificulta a aprendizagem, provoca lapsos de memória, aumenta o peso e diminui o apetite. Mas seu baixo nível também proporciona fraqueza, fadiga e depressão.  

Além de regular os níveis de cortisol, a atividade física também atua relaxando o corpo e a mente, diminuindo a intensidade dos sintomas de transtornos mentais como ansiedade, síndrome do pânico e déficit de atenção. 

6. Aumento da produtividade

Praticar exercícios rotineiramente nos deixa mais produtivos nas atividades diárias. Os sedentários tendem a ter um ritmo mais lento de produção e isso acaba prejudicando outras áreas de sua vida. 

A serotonina, uma substância produzida durante o exercício, ajuda a combater a baixa autoestima, o que se reflete no bem-estar e produtividade. 

Uma pessoa autoconfiante tem um melhor convívios social e uma vida mais harmoniosa. Isso permite o aumento da disposição física e mental. 

As atividades físicas também aumentam o fluxo de oxigênio e sangue no cérebro e também os níveis de noradrenalina e endorfina, o que ajuda na cognição. Como resultado, o indivíduo tem uma melhora no humor, menos estresse, mais capacidade de concentração e de armazenamento de informações importantes. 

7. Melhora a qualidade do sono

A atividade física diminui a insônia e ajuda a estabelecer a rotina do sono, melhorando a qualidade do descanso. 

Para evitar distúrbios do sono como a insônia é essencial estabelecer horários fixos com rotinas pré-estabelecidas. Isso acostuma o corpo a dormir na hora certa.  

A privação do sono altera a saúde como um todo. Além de afetar o humor e aumentar os níveis de estresse e irritação, pouco sono gera fadiga, altera os hormônios, aumenta o peso, aumenta o índice de dores musculares e confusão mental. 

Como incluir atividades físicas na rotina

Já sabemos que praticar exercícios físicos é muito importante, mas afinal, como incluir essa prática em uma rotina corrida, exigente e cada vez mais desafiadora?

Para que a prática da atividade física se torne um hábito, é importante que ela seja prazerosa e também que seja praticada com insistência. 

O primeiro passo é escolher uma atividade atrativa. Não importa se deve ser praticada em casa, em uma academia ou aula aeróbica. Gostar da atividade ajuda a fortalecer o hábito.  

Depois da escolha da atividade vem  a perseverança. Os primeiros meses da prática de uma nova atividade costumam ser os mais difíceis. Com a insistência, isso se torna um hábito. 

Depois do período de adaptação, o hábito é consolidado e é possível ver a diferença na saúde, disposição e resistência. Agora é importante dar continuidade à rotina de exercícios. Seu corpo agradece!

Também é importante destacar que atividade física não é apenas o exercício ou o esporte. É preciso incluir o movimento no dia a dia, reduzindo os períodos contínuos de sedentarismo. 

Quando passamos três, quatro horas consecutivas sentados (o que é bastante comum), o organismo começa um processo inflamatório. Portanto, mesmo que você faça exercícios diariamente, em uma academia ou em casa, é fundamental complementar essa ação com o movimento periódico.

Algumas formas de inserir o movimento no dia a dia são: 

  • - estacionar o carro um pouco mais longe da entrada do supermercado ou do local de trabalho;
  • - descer um ou dois pontos antes no transporte público e terminar o percurso a pé;
  • - trocar a escada pelo elevador sempre que possível;
  • - colocar o relógio para despertar a cada duas horas e fazer alguns agachamentos, flexões ou caminhada sem deslocamento (movimento de marcha, mas parado no mesmo local);
  • - passear com o cachorro;
  • - caminhar pela casa ou escritório enquanto fala ao telefone.

Já existem até mesmo alguns equipamentos para pedalar parado. Eles são pequenos e portáteis, têm preços acessíveis e podem ser instalados debaixo de uma mesa do escritório. Assim, mesmo assentada, a pessoa consegue se movimentar um pouco e, nesse caso, estimular a circulação.

Nunca se esqueça do quanto a prática da atividade física é importante para sua saúde. Invista tempo para incluir mais movimento em sua rotina. 

ALIMENTAÇÃO PARA LONGEVIDADE: COMO O QUE VOCÊ COME HOJE INFLUENCIA SUA SAÚDE NO FUTURO

Entenda como a alimentação para longevidade protege o coração, reduz doenças crônicas e ajuda você a viver mais e melhor.

A busca por uma vida longa e saudável não começa no futuro. Pelo contrário, ela começa agora, nas escolhas diárias e, sobretudo, naquilo que colocamos no prato. Atualmente, a ciência mostra de forma consistente que a alimentação para longevidade exerce um papel central na prevenção de doenças crônicas, na proteção do coração e na manutenção da qualidade de vida ao longo dos anos.

Por isso, viver mais não significa apenas somar tempo ao calendário. Na prática, significa preservar energia, autonomia e bem-estar ao longo do envelhecimento. Nesse contexto, a alimentação se consolida como uma das ferramentas mais poderosas para promover saúde a longo prazo.

Comer bem é um projeto de vida longa

Antes de tudo, é fundamental compreender que nenhum alimento isolado garante longevidade. Na verdade, o que realmente faz diferença é o padrão alimentar mantido ao longo do tempo. Quando a pessoa prioriza alimentos naturais, minimamente processados e ricos em nutrientes, ela reduz o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade e declínio funcional.

Portanto, a longevidade não nasce de extremos ou soluções rápidas. Ao contrário, ela se constrói com constância, equilíbrio e escolhas conscientes.

A relação entre alimentação e saúde do coração

O coração responde diretamente aos hábitos alimentares. Quando alguém adota uma alimentação saudável para o coração, melhora o controle do colesterol, da pressão arterial, da inflamação e da glicemia. Como resultado, esses fatores impactam diretamente a expectativa de vida.

Além disso, alimentos ricos em fibras, antioxidantes e gorduras de boa qualidade ajudam o sistema cardiovascular a envelhecer de forma mais lenta e eficiente. Em contrapartida, padrões alimentares baseados em ultraprocessados aumentam a inflamação e elevam o risco de eventos cardíacos.

Alimentos que favorecem a longevidade

Vegetais e frutas: proteção celular ao longo do tempo

Frutas, verduras e legumes oferecem antioxidantes, vitaminas e minerais que protegem as células contra o estresse oxidativo, um dos principais mecanismos do envelhecimento precoce. Além disso, quanto maior a variedade de cores no prato, maior a diversidade de compostos bioativos com ação protetora.

Consequentemente, o consumo regular desses alimentos se associa a menor risco de doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer e declínio cognitivo.

Grãos integrais e o impacto no envelhecimento saudável

Grãos integrais como aveia, arroz integral, quinoa e trigo integral fornecem fibras que auxiliam no controle do colesterol, da glicemia e do peso corporal. Dessa forma, esses fatores contribuem diretamente para a redução do risco de doenças crônicas.

Por esse motivo, substituir versões refinadas por integrais representa uma das estratégias mais simples e eficazes dentro da alimentação para longevidade.

Gorduras boas e saúde cardiovascular

Nem toda gordura prejudica a saúde. Pelo contrário, gorduras de boa qualidade, presentes no azeite de oliva extra virgem e nas oleaginosas exercem efeito anti-inflamatório e cardioprotetor.

Além disso, esses alimentos melhoram o perfil lipídico, protegem os vasos sanguíneos e, assim, reduzem o risco de doenças cardíacas, tornando-se aliados importantes da longevidade.

Leguminosas como base da alimentação para longevidade

Feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha aparecem com frequência em padrões alimentares associados à maior expectativa de vida. Além de fornecerem proteína vegetal, esses alimentos oferecem fibras, minerais e compostos bioativos que fortalecem a saúde intestinal e metabólica.

Dessa maneira, a presença regular de leguminosas favorece o controle glicêmico, aumenta a saciedade e contribui para a proteção cardiovascular.

Bebidas que podem apoiar a saúde do coração

Chás naturais, quando consumidos com moderação, fornecem polifenóis e outros compostos bioativos que contribuem para a saúde do coração. No entanto, eles não substituem uma alimentação equilibrada. Ainda assim, podem complementar um estilo de vida saudável quando consumidos sem açúcar branco.

O que evitar para não acelerar o envelhecimento do organismo

Da mesma forma que alguns alimentos promovem longevidade, outros aceleram o desgaste do organismo. O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas, carnes processadas, excesso de sal e gorduras trans aumenta a inflamação crônica e sobrecarrega o sistema cardiovascular.

Portanto, reduzir esses itens não representa privação. Na prática, trata-se de uma decisão consciente de cuidado com o corpo e com o futuro.

Longevidade é construída com constância, não com modismos

Por fim, a ciência mostra que o que comer para viver mais não envolve dietas radicais nem soluções rápidas. Pelo contrário, o verdadeiro impacto surge de escolhas simples, repetidas diariamente, que respeitam o corpo e promovem equilíbrio.

Assim, adotar uma alimentação baseada em alimentos naturais, rica em fibras, vegetais e gorduras de boa qualidade representa um investimento silencioso, porém poderoso, na saúde do futuro. Longevidade não acontece por acaso. Ela se constrói, refeição após refeição.

COMO REDUZIR O COLESTEROL NATURALMENTE: ESTRATÉGIAS EFICAZES PARA CUIDAR DO CORAÇÃO

Veja como reduzir o colesterol naturalmente com alimentação, exercícios e hábitos simples que protegem o coração.

Reduzir o colesterol não precisa começar, necessariamente, com medicamentos. Em muitos casos, mudanças consistentes no estilo de vida já produzem impactos reais e mensuráveis na saúde cardiovascular. A ciência mostra que alimentação adequada, movimento regular e hábitos simples do dia a dia ajudam a controlar o colesterol de forma natural e sustentável.

Mais do que baixar números em um exame, o objetivo é proteger o coração e os vasos sanguíneos a longo prazo.

Entendendo o colesterol antes de tentar reduzi-lo

O colesterol é uma substância essencial para o organismo. Ele participa da produção de hormônios, vitamina D e da estrutura das células. O problema surge quando há desequilíbrio, especialmente com níveis elevados de LDL, conhecido como colesterol “ruim”.

Quando o LDL permanece alto por muito tempo, ele favorece o acúmulo de placas nas artérias, aumentando o risco de infarto e AVC. Por isso, controlar o colesterol é uma estratégia de prevenção, não apenas de tratamento.

Alimentação: o primeiro passo para reduzir o colesterol naturalmente

A alimentação exerce influência direta sobre os níveis de colesterol no sangue. Algumas escolhas ajudam o organismo a eliminar o excesso de LDL, enquanto outras estimulam sua elevação.

Aumente o consumo de fibras solúveis

Fibras solúveis ajudam a reduzir a absorção do colesterol no intestino. Além disso, elas contribuem para o equilíbrio da glicemia e da saúde intestinal.

Boas fontes incluem:

  • Aveia
  • Frutas como maçã, pera e laranja
  • Leguminosas como feijão, lentilha e grão-de-bico

Quanto maior a presença desses alimentos na rotina, maior o potencial de redução do LDL.

Prefira gorduras boas no lugar das ruins

Nem toda gordura é prejudicial. Pelo contrário, gorduras insaturadas ajudam a melhorar o perfil lipídico quando substituem gorduras saturadas e trans.

Inclua com mais frequência:

  • Azeite de oliva extra virgem
  • Abacate
  • Oleaginosas como nozes e castanhas

Ao mesmo tempo, reduza frituras, embutidos e produtos ultraprocessados.

Reduza o consumo de alimentos ultraprocessados

Alimentos ricos em gordura trans, açúcar e excesso de sal aumentam a inflamação e pioram o perfil do colesterol. Mesmo em pequenas quantidades frequentes, eles impactam negativamente a saúde cardiovascular.

Portanto, quanto mais natural e simples for a alimentação, melhor será a resposta do organismo.

A importância da atividade física no controle do colesterol

O exercício físico regular ajuda a reduzir o LDL e a aumentar o HDL, conhecido como colesterol “bom”. Além disso, melhora a circulação, o metabolismo e o controle do peso corporal.

Caminhadas, musculação, bicicleta, natação ou qualquer atividade feita com regularidade já oferecem benefícios. O mais importante não é a intensidade extrema, mas a constância.

Peso corporal e colesterol caminham juntos

O excesso de peso, especialmente na região abdominal, está associado a níveis mais altos de colesterol e maior risco cardiovascular. Pequenas reduções de peso já geram melhorias significativas nos exames.

Por isso, focar em hábitos sustentáveis é mais eficaz do que dietas restritivas e temporárias.

Sono, estresse e colesterol: uma relação pouco lembrada

Dormir mal e viver sob estresse constante afetam hormônios, inflamação e metabolismo das gorduras. Com o tempo, isso pode refletir em alterações no colesterol.

Criar uma rotina de sono adequada, praticar técnicas de relaxamento e reduzir o estresse diário também fazem parte do cuidado com o coração.

Quando o controle natural não é suficiente

Em alguns casos, mesmo com hábitos saudáveis, fatores genéticos influenciam os níveis de colesterol. Nessas situações, o acompanhamento médico se torna essencial para avaliar a necessidade de medicação.

Ainda assim, manter um estilo de vida saudável potencializa os efeitos do tratamento e reduz riscos a longo prazo.

Reduzir o colesterol naturalmente é um processo, não uma solução rápida

Controlar o colesterol de forma natural exige tempo, repetição e escolhas conscientes. No entanto, os benefícios vão além dos números no exame. Eles se refletem em mais energia, melhor circulação e maior proteção cardiovascular.

Cuidar do colesterol é, acima de tudo, cuidar do futuro do coração, um passo de cada vez.