11.2.26

BACON, SALSICHA E PRESUNTO ENTRAM NA LISTA DE ALIMENTOS CANCERÍGENOS: O QUE A CIÊNCIA APONTA

Entenda porque bacon, salsicha e presunto estão ligados ao câncer e como o estilo de vida promove saúde e prevenção.

Nos últimos anos, a relação entre alimentação e câncer tem ganhado cada vez mais atenção. Nesse contexto, a inclusão de bacon, salsicha e presunto na lista de alimentos associados ao câncer pela OMS (Organização Mundial da Saúde) trouxe um alerta importante para a população.

No entanto, embora para muitos essa informação pareça recente, para outros ela apenas confirma princípios que já vinham sendo praticados há décadas. Essas escolhas alimentares fazem parte de uma visão mais ampla de cuidado com o corpo e com a vida.

O que a OMS afirma sobre carnes processadas

Segundo a OMS, carnes processadas são aquelas que passam por processos como cura, defumação, salga ou adição de conservantes químicos para aumentar a durabilidade e o sabor. Nessa categoria entram bacon, salsicha, presunto, salame e outros embutidos comuns no dia a dia.

Além disso, o consumo frequente desses alimentos está associado a maior risco de câncer, especialmente do intestino. Da mesma forma, contribui para inflamação crônica, doenças cardiovasculares e alterações metabólicas. Portanto, o problema não está na exposição contínua ao longo do tempo.

Quando a ciência confirma escolhas antigas

Curiosamente, muito antes desses alertas ganharem espaço nos noticiários, comunidades já adotavam um padrão alimentar que reduzia ou eliminava carnes processadas. Isso não aconteceu por acaso. Pelo contrário, surgiu da compreensão de que o cuidado com o corpo também é um compromisso preventivo.

Estilo de vida: o diferencial que vai além da alimentação

Além da alimentação, o estilo de vida inclui outros pilares fundamentais. Entre eles estão a prática regular de atividade física, a ausência de álcool e tabaco, a valorização do descanso semanal e o cuidado com a saúde emocional.

Dessa forma, esses fatores atuam juntos, reduzindo inflamação, estresse e comportamentos de risco. Consequentemente, os benefícios aparecem ao longo do tempo, não como resultado de uma decisão isolada, mas de um conjunto de hábitos consistentes.

Não é sobre proibição, é sobre consciência

Falar que carnes processadas causam câncer não deve gerar medo. Pelo contrário, deve estimular consciência e responsabilidade. A ciência não propõe radicalismos, mas aponta padrões claros de risco e proteção.

Quanto mais frequente for o consumo de ultraprocessados, maior será o risco acumulado. Por outro lado, quanto mais a alimentação se aproxima de um padrão natural e baseado em plantas, maior será o potencial de proteção à saúde.

Um convite à reflexão e à escolha

É possível viver bem, com prazer à mesa, sem depender de alimentos altamente processados. Mais do que uma prática, trata-se de um modelo de vida que hoje encontra respaldo sólido na ciência.

Portanto, repensar escolhas alimentares não exige mudanças bruscas. Exige informação, consciência e constância. Afinal, a saúde não se constrói em um único prato, mas nas escolhas repetidas ao longo da vida.

HÁBITOS DE SONO E HIPERTENSÃO ARTERIAL (PRESSÃO ALTA): COMO DORMIR MAL PODE AUMENTAR O RISCO CARDIOVASCULAR

Mudanças nos hábitos de sono podem aumentar o risco de hipertensão arterial. Entenda como dormir melhor ajuda a proteger a saúde do coração.

Dormir bem vai muito além de descansar o corpo. O sono exerce um papel fundamental no controle da pressão arterial e na saúde do coração. Evidências científicas mostram que mudanças inadequadas nos hábitos de sono podem aumentar em até 70% o risco de desenvolver hipertensão, especialmente quando esses hábitos se mantêm ao longo do tempo.

Por isso, o sono precisa ser visto como um pilar da saúde, assim como a alimentação e a atividade física.

Qual é a relação entre sono e pressão arterial

Durante o sono de boa qualidade, o organismo entra em um estado de recuperação. A frequência cardíaca diminui, os vasos sanguíneos relaxam e a pressão arterial sofre uma queda natural, conhecida como “descenso noturno”. Esse processo é essencial para proteger o sistema cardiovascular.

Quando o sono é curto, fragmentado ou irregular, esse mecanismo deixa de acontecer de forma adequada. Como resultado, o corpo permanece em estado de alerta por mais tempo, com aumento da atividade do sistema nervoso e liberação de hormônios do estresse, como o cortisol. Esse conjunto de fatores contribui diretamente para o aumento da pressão arterial.

Quais mudanças nos hábitos de sono aumentam o risco de hipertensão arterial

Nem sempre a pessoa percebe que está dormindo mal. Pequenas mudanças na rotina, quando se tornam frequentes, podem impactar a saúde cardiovascular. Entre os principais hábitos associados ao aumento do risco de hipertensão estão:

  • Dormir menos de 6 horas por noite
  • Ir dormir e acordar em horários diferentes todos os dias
  • Uso excessivo de celular, televisão ou computador antes de dormir
  • Sono interrompido ou de baixa qualidade
  • Trabalho noturno ou alternância frequente de turnos

Esses fatores interferem no ritmo biológico natural do corpo, conhecido como ritmo circadiano, que regula funções como pressão arterial, metabolismo e liberação hormonal.

Por que o risco pode aumentar tanto

O aumento significativo do risco de hipertensão está relacionado a uma soma de alterações fisiológicas causadas pelo sono inadequado. Entre elas estão:

  • Maior ativação do sistema nervoso simpático
  • Aumento da inflamação no organismo
  • Alterações hormonais que favorecem retenção de líquidos
  • Maior resistência à insulina
  • Dificuldade no controle do peso corporal

Com o tempo, esses efeitos criam um ambiente favorável ao desenvolvimento da hipertensão, mesmo em pessoas que antes apresentavam pressão normal.

Dormir mal também prejudica quem já tem hipertensão

Para quem já convive com hipertensão, a qualidade do sono influencia diretamente o controle da doença. Dormir mal está associado a maior variação da pressão arterial ao longo do dia, pior resposta ao tratamento e maior risco de complicações cardiovasculares.

Por isso, o cuidado com o sono deve fazer parte do acompanhamento da hipertensão, e não ser visto apenas como um hábito secundário.

Hábitos de sono que ajudam a proteger a saúde do coração

A boa notícia é que mudanças simples e consistentes nos hábitos de sono podem reduzir o risco cardiovascular e ajudar no controle da pressão arterial. Algumas estratégias importantes incluem:

  • Manter horários regulares para dormir e acordar
  • Priorizar entre 7 e 9 horas de sono por noite
  • Evitar telas e estímulos intensos pelo menos uma hora antes de dormir
  • Criar um ambiente escuro, silencioso e confortável
  • Eliminar cafeína, álcool e refeições pesadas

Essas medidas ajudam o organismo a recuperar seu ritmo natural e favorecem o equilíbrio da pressão arterial.

Sono não é luxo, é prevenção

A hipertensão costuma se desenvolver de forma silenciosa e o sono inadequado é um dos fatores que contribuem para esse processo sem sinais evidentes no início. Por isso, tratar o sono como prioridade é uma estratégia eficaz de prevenção cardiovascular.

Cuidar dos hábitos de sono é cuidar do coração, do cérebro e da saúde como um todo. Pequenas mudanças feitas de forma consistente podem gerar grandes benefícios ao longo do tempo.