24.6.25

DÉFICIT CALÓRICO: SAIBA TUDO SOBRE A "FÓRMULA PARA EMAGRECER"

Já percebeu como algumas pessoas fazem dieta, comem cada vez menos e ainda assim não chegam ao resultado que desejam?

Muitas dessas frustrações se devem à falta de compreensão sobre um conceito muito importante — o déficit calórico ou balanço energético. Você sabe o que essa expressão significa?

Entender o déficit calórico é fundamental para ter sucesso na sua estratégia de emagrecimento. Sem cumprir esta meta, nenhuma alimentação vai funcionar e você terá, como resultado, desânimo e frustração.

Um bom exemplo é a dieta low carb. Muitas pessoas acreditam que, apenas por reduzirem os carboidratos do cardápio, elas podem comer os outros grupos alimentares à vontade.

O mesmo erro acontece com quem opta pelo jejum intermitente. Não é o fato de passar várias horas sem comer que provoca a eliminação de gordura.

Como diversos estudos mostram que o jejum só tem bons resultados quando se trata de uma estratégia para reduzir o consumo de calorias.

Portanto, entender o déficit calórico é a base para ter sucesso em sua alimentação.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura!

O que é déficit calórico?

O déficit calórico acontece quando a pessoa consegue comer menos calorias do que ela gasta no dia a dia.

As calorias ou quilocalorias, representadas pela unidade  kcal, são uma medida de energia.

Assim, quando falamos de um alimento que proporciona pouca energia, ele tem uma baixa quantidade de calorias. Já um alimento com muitas calorias proporciona muita energia.

Portanto, se a pessoa come 1.800 calorias quando soma todas as refeições e gasta cerca de 2.000 calorias em suas atividades, ela produziu um déficit calórico de 200 calorias.

Por outro lado, se ela comeu 2.000 calorias e gastou 1.800 calorias, vão sobrar 200. O corpo pega essa sobra e estoca acumulando gordura. Então, o ponteiro da balança sobe gradualmente, até produzir o sobrepeso e obesidade.

Qual é a importância do balanço energético?

Esta matemática das calorias vai determinar se vamos manter o peso ideal, se ficaremos abaixo dele ou, como é mais frequente, se vamos desenvolver sobrepeso e obesidade.

Isso significa que a pessoa não precisa ficar o tempo todo em déficit calórico, mas apenas quando ela quer emagrecer. Tudo depende da necessidade de cada um.

Então, quando a pessoa já está no peso correto, ideal para suprir as necessidades do seu organismo, ela só precisa manter o balanço energético, ou seja, comer a mesma quantidade de calorias que gasta.

Se ela está com peso abaixo do esperado para sua necessidade, ela precisa aumentar a quantidade de calorias que come. Essa não é uma situação tão frequente.

Porém, se ela está obesa ou com sobrepeso, ela precisa produzir o déficit calórico e, portanto, ingerir menos calorias do que gasta no dia a dia.

Como posso saber quantas calorias o meu corpo gasta?

Esta é a pergunta mais difícil de responder. Afinal, cada pessoa é única e essa quantidade varia de acordo com vários fatores: altura, peso, atividades que a pessoa realiza e seu próprio metabolismo.

Nós sabemos que algumas pessoas comem mais e têm dificuldade para engordar. Nós dizemos que essas pessoas têm o metabolismo acelerado.

Isso acontece porque seu corpo naturalmente gasta mais energia para realizar as atividades básicas de sobrevivência, como respirar, manter o coração e os outros órgãos funcionando, etc.

Já outras pessoas têm o metabolismo mais lento. É como se o corpo delas economizasse energia ao realizar essas atividades. Então, naturalmente, sobram mais calorias ao final do dia.

Para saber a taxa de metabolismo basal, ou seja, a quantidade de calorias que seu corpo gasta em repouso, existe um exame chamado calorimetria.

Como produzir o déficit calórico?

Se você já sabe que precisa emagrecer e, portanto, produzir déficit calórico, vamos explicar como você pode fazer isso:

1. Comendo melhor

Você pode produzir déficit calórico comendo menos ou comendo melhor. É uma escolha sua. Por exemplo: se você pode comer 1500 calorias por dia, dá para chegar a essa quantidade de energia comendo 18 brigadeiros de 30 gramas.

Mas será que esta é a opção mais saudável para emagrecer? Será que essa é a melhor maneira de produzir seu déficit calórico? Isso vai saciar a sua fome e, ainda mais importante, suprir suas necessidades nutricionais?

Para o corpo, a melhor forma de produzir déficit calórico é comendo melhor.

Quando você coloca muitas verduras e legumes no seu cardápio e reduz a quantidade de açúcar, cereais refinados e diversos industrializados, por exemplo, você consumirá menos calorias, mas ao mesmo tempo não deixará de suprir as necessidades do seu organismo.

Vale a pena procurar um nutrólogo para que ele ajude você a estabelecer uma alimentação equilibrada.

Em nossa experiência, nós percebemos que quando nossos pacientes trocam os produtos que comem (biscoitos, bolachas, refrigerantes, embutidos) por comida de verdade, eles nem conseguem comer tudo que o nutrólogo propõe para aquele dia.

2. Praticar exercícios

Sua taxa de metabolismo basal revela a quantidade de calorias que seu corpo gasta em repouso, apenas para fazer seus órgãos funcionarem.

Portanto, se você passar o dia inteiro no sofá ou trabalhando em uma função sedentária — o que a maioria das pessoas faz hoje — o gasto será o mesmo.

Mas você pode aumentar esse gasto calórico praticando exercícios e atividades físicas. Para isso, vale tanto realizar movimentos planejados para uma finalidade, como é o caso da musculação, quanto se mexer mais ao longo do dia.

Existem aqueles exemplos que nós sempre damos, como trocar o elevador pelas escadas, descer do metrô uma estação antes e completar o trajeto a pé, sair para passear com o cachorro e assim por diante.

Se você se movimentar mais durante o dia, a quantidade de energia que seu corpo gasta aumentará, facilitando o déficit calórico.

3. Acelere seu metabolismo

Felizmente, você também pode acelerar seu metabolismo. Para isso, beba mais água, mantenha horários regulares de refeições, durma bem e aumente sua massa muscular.

O músculo é um dos tecidos do corpo que mais consome calorias. Então, se você desenvolve sua massa muscular, o corpo precisa gastar mais energia para mantê-lo, o que acelera seu metabolismo.

É por isso que a prática de musculação é tão importante. Quem é adepto do exercício gasta calorias não só no momento em que está executando os movimentos, mas também depois, quando estiver em repouso.

Agora você já sabe o que é déficit calórico e até mesmo como aumentar o seu gasto diário de energia.

REEDUCAÇÃO ALIMENTAR: 8 ERROS QUE VOCÊ NÃO PODE COMETER

reeducação alimentar

Se você já entendeu que precisa de uma reeducação alimentar, não se engane! Nós selecionamos 8 erros frequentes que podem sabotar sua dieta, emagrecimento ou simplesmente a adoção de uma vida saudável. Confira!

 

Infelizmente, muitos de nós aprendemos a comer errado. Hoje, este problema é ainda mais grave e o consumo de fast food e outros produtos industrializados se torna cada vez mais comum.

Porém, mesmo no passado, nós adquirimos alguns hábitos que podem não ser os melhores. Como resultado, aparecem doenças crônicas como a obesidade, hipertensão arterial (pressão alta), diabetes e muitas outras.

O segredo para vencer esses problemas é uma mudança no estilo de vida, o que inclui a reeducação alimentar. Porém, na tentativa de resolver a questão, diversas pessoas cometem alguns erros cruciais.

Quer saber que erros são eles para evitá-los no seu processo de reeducação alimentar? Então, continue a leitura!


Erro 1: Restrição excessiva de calorias

Na busca por resultados rápidos, muitas pessoas cometem o erro de restringir drasticamente a ingestão de calorias. Embora o déficit calórico seja essencial para a perda de peso, cortar calorias de forma excessiva pode ser prejudicial.

Essa prática pode levar a deficiências nutricionais, perda de massa muscular e até ao efeito rebote, onde o corpo, ao perceber a falta de nutrientes, começa a armazenar gordura como mecanismo de defesa.

Quando o corpo recebe menos calorias do que necessita, ele entra em modo de conservação de energia, diminuindo o metabolismo. Isso não só dificulta a perda de peso, mas também pode causar fadiga, tontura e problemas de concentração.

Além disso, a restrição calórica severa torna a dieta insustentável a longo prazo e pode levar a episódios de compulsão alimentar, onde a pessoa acaba consumindo mais calorias do que deveria em um curto período.

Ao contrário da restrição calórica excessiva, a reeducação alimentar deve focar em uma redução gradual e sustentável, garantindo que o corpo receba todos os nutrientes necessários para funcionar corretamente.

Ao consultar um nutrólogo você terá um plano alimentar equilibrado, que promove a perda de peso de maneira saudável e eficaz.

Erro 2: Eliminar grupos alimentares inteiros

Outro erro comum é eliminar completamente certos grupos alimentares, como carboidratos ou gorduras. Embora seja tentador cortar alimentos considerados “vilões” da alimentação, essa abordagem pode ser contraproducente e prejudicial à saúde.

Carboidratos são a principal fonte de energia do corpo, enquanto as gorduras são essenciais para a absorção de vitaminas lipossolúveis e para a produção de hormônios. Eliminar esses grupos pode levar a deficiências nutricionais e a problemas de saúde a longo prazo.

Em vez de eliminar esses ou outros grupos alimentares, é melhor optar por versões mais saudáveis desses alimentos. Por exemplo, escolha carboidratos integrais e gorduras insaturadas, que são benéficas para a saúde. A chave é a moderação e o equilíbrio.

Erro 3: Pular refeições durante a reeducação alimentar

Pular refeições, especialmente o desjejum, é um erro que muitas pessoas cometem na tentativa de reduzir a ingestão calórica. No entanto, essa prática pode ter efeitos negativos no metabolismo e no controle do apetite.

Quando você pula uma refeição, seu corpo pode entrar em modo de conservação de energia, desacelerando o metabolismo e ordenando o estoque de energia em forma de gordura.

Além disso, pular refeições pode aumentar a fome, levando a escolhas alimentares inadequadas e ao consumo excessivo de calorias nas refeições seguintes.

Manter um padrão regular de refeições ajuda a manter o metabolismo ativo e o apetite sob controle. Comer refeições balanceadas em intervalos regulares fornece ao corpo a energia e os nutrientes necessários para funcionar de maneira eficiente.

Erro 4: Confiar em dietas da moda

As dietas da moda prometem resultados rápidos e milagrosos, mas muitas vezes são desequilibradas e insustentáveis a longo prazo. Confiar nessas dietas pode levar a uma série de problemas de saúde e a um ciclo vicioso de perda e ganho de peso.

Uma abordagem personalizada, criada com a ajuda de um nutrólogo, é mais eficaz. Um plano alimentar adaptado às suas necessidades e preferências pessoais é mais fácil de seguir e proporciona resultados duradouros.

Erro 5: Não ler rótulos de alimentos

Ignorar os rótulos dos alimentos é um erro que pode levar ao consumo de ingredientes nocivos e calorias desnecessárias. Muitas vezes, produtos aparentemente saudáveis escondem açúcares, gorduras saturadas e aditivos, além do excesso calórico.

Ler os rótulos ajuda a identificar ingredientes indesejados e a fazer escolhas alimentares mais conscientes. Preste atenção ao tamanho das porções, ao conteúdo de açúcar e gordura, e aos aditivos químicos.

Erro 6: Subestimar a importância da hidratação

A hidratação é um componente crucial da saúde, mas muitas vezes é subestimada durante a reeducação alimentar. A água desempenha um papel vital em quase todas as funções corporais, incluindo a digestão e a absorção de nutrientes.

Beber água suficiente ajuda a manter o metabolismo ativo, a controlar o apetite e a eliminar toxinas do corpo. A desidratação pode causar fadiga, dores de cabeça e problemas digestivos.

Se você não quer parar a todo momento para ir buscar água, existe uma solução fácil. Carregue sempre uma garrafinha e estabeleça metas diárias de ingestão de líquidos.

A água também pode ser consumida através de alimentos ricos em água, como frutas e vegetais. Caso opte por chás, tome-os sem açúcar e não permita que esse consumo ultrapasse 50% da quantidade diária de ingestão de líquidos.

Erro 7: Sabotar sua alimentação com calorias líquidas

O consumo de calorias líquidas é um erro comum que pode sabotar seus esforços de reeducação alimentar. Bebidas açucaradas, sucos e bebidas alcoólicas podem adicionar uma quantidade significativa de calorias à sua alimentação sem fornecer a mesma sensação de saciedade que os alimentos sólidos.

O próprio suco “natural” geralmente não é uma boa opção. Ele não tem fibras e outros elementos da fruta e costuma concentrar uma grande quantidade de calorias. Então, a boa e velha água continua sendo a melhor alternativa.

Erro 8: Não ter paciência com o processo de reeducação alimentar

A reeducação alimentar é um processo gradual que exige paciência e consistência. Expectativas irreais e a pressa por resultados rápidos podem levar à frustração e ao abandono do plano alimentar.

Mudanças duradouras na alimentação e no estilo de vida levam tempo. É importante ter paciência e celebrar pequenas vitórias ao longo do caminho.

Encare a reeducação alimentar como um compromisso a longo prazo com a saúde. Manter-se motivado e focado nos benefícios futuros ajudará a alcançar e manter os resultados desejados.

COMO PREVENIR O AVC: CUIDE DA SUA SAÚDE CEREBRAL

Veja os principais fatores de risco, hábitos de proteção e sinais de alerta para cuidar da sua saúde cerebral.

Você sabia que o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil? Aprender como prevenir o AVC pode salvar vidas — inclusive a sua. Apesar da gravidade, a maioria dos casos pode ser evitada com mudanças simples no estilo de vida e controle de fatores de risco.

Neste post, você vai entender o que é o AVC, quais são os sinais de alerta e, principalmente, como se prevenir.

O que é o AVC?

O AVC acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido, provocando a morte das células cerebrais. Existem dois tipos principais:

  • AVC isquêmico: causado por obstrução de uma artéria cerebral (é o mais comum);
  • AVC hemorrágico: causado pelo rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro.

Sinais de alerta: fique atento!

Reconhecer os sintomas do AVC pode salvar vidas. Os sinais mais comuns são:

  • Fraqueza ou dormência em um lado do corpo (braço, perna ou rosto);
  • Dificuldade para falar ou entender;
  • Visão embaçada ou perda da visão de um dos olhos;
  • Tontura ou desequilíbrio;
  • Dor de cabeça súbita e intensa, sem causa aparente.

Diante de qualquer um desses sintomas, procure atendimento médico imediatamente. O tempo é fundamental para minimizar os danos.

Como prevenir o AVC na prática?

A boa notícia é que até 80% dos casos de AVC podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis e o acompanhamento regular da saúde. Veja as principais formas de prevenção:

1. Controle a pressão arterial

A hipertensão arterial (pressão alta) é o principal fator de risco para o AVC. Meça sua pressão regularmente e siga as orientações médicas.

2. Alimente-se bem todos os dias

Dê preferência a frutas, verduras, legumes e alimentos integrais. Elimine o sal, as gorduras saturadas e os ultraprocessados.

3. Pratique atividades físicas com regularidade

Movimentar-se todos os dias ajuda a controlar o peso, a pressão e o colesterol. Caminhadas leves já fazem diferença!

4. Não fume e evite o consumo de álcool

O tabagismo e o álcool aumentam o risco de AVC. Parar de fumar é uma das melhores decisões para a saúde.

5. Cuide do coração com atenção

Problemas como arritmias e colesterol alto também favorecem o AVC. Mantenha acompanhamento médico regular.

6. Controle o diabetes de forma eficaz

A glicose descontrolada danifica os vasos sanguíneos e pode contribuir para o AVC. Monitore os níveis de açúcar no sangue.

Conclusão

O AVC é grave, mas pode ser prevenido. Pequenas mudanças na rotina fazem grande diferença na sua saúde cerebral. Cuide da sua alimentação, movimente-se, monitore sua pressão e glicemia.

Sua saúde está nas suas mãos. Prevenir o AVC é possível e começa agora! 

SAÚDE DO CORAÇÃO: O QUE COMER?

Um estudo sobre a saúde do coração, mostrou que pessoas que consomem grandes quantidades de carne estão bem mais vulneráveis a ter algum problema cardiovascular. Mas incluir alguns alimentos na rotina diminuem até 40% nos riscos de desenvolver problemas cardíacos.

Um estudo conduzido por pesquisadores na Califórnia e na França descobriu que a proteína de carne está associada com um maior risco de enfermidades cardiovasculares, enquanto a proteína de nozes, castanhas e sementes é benéfica para o coração humano.

O estudo, que foi publicado em um portal online em abril de 2018 pelo International Journal of Epidemiology [Revista Internacional de Epidemiologia], descobriu que as pessoas que consumiam grandes quantidades de proteínas da carne experimentavam um aumento de 60% nas doenças cardiovasculares (DCV), enquanto pessoas que consumiam grandes quantidades de proteínas de nozes e sementes experimentavam uma redução de 40% nas DCV.

Para a saúde do coração: nozes, castanhas e sementes

Intitulada “Padrões de ingestão de proteína vegetal e animal estão fortemente associados com a mortalidade cardiovascular: estudo de coorte 2 sobre a saúde adventista”, o estudo foi um projeto conjunto entre pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Loma Linda na Califórnia e o Institut National de la Recherche Agronomique (Instituto Nacional de Pesquisas Agronômicas) em Paris, na França.

O estudo, que incluiu informações de mais de 81 mil participantes, é uma das poucas vezes em que fontes detalhadas de proteína animal foram examinadas em conjunto com a gordura animal em uma grande pesquisa.

Gary Fraser, bacharel em Medicina e Cirurgia pela Universidade de Loma Linda, e François Mariotti, professor doutor em Nutrição, da AgroParisTeche do Institut National de la Recherche Agronomique, serviram como pesquisadores co-principais.

“Embora as gorduras alimentares sejam parte da história ao afetar o risco de doenças cardiovasculares, as proteínas também podem ter efeitos independentes importantes e amplamente negligenciados sobre o risco”, alertou Fraser. Ele acrescentou que ele e seus colegas há muito tempo suspeitam que incluir nozes, castanhas e sementes na alimentação protege contra doenças cardíacas e vasculares, enquanto carnes vermelhas aumentam riscos.

Fraser continuou dizendo que os nutricionistas tradicionalmente olhavam para o que ele denominou “gorduras ruins” nas carnes e “gorduras úteis” nas nozes, castanhas e sementes como agentes causais. No entanto, essas novas descobertas sugerem mais que isso: “Essa nova evidência sugere que o quadro completo provavelmente envolve também os efeitos biológicos das proteínas nesses alimentos”.

Fraser diz que a pesquisa da equipe se mostrou diferente de outra maneira significativa das pesquisas anteriores. Embora estudos anteriores tenham examinado as diferenças entre as proteínas animais e vegetais, este estudo não se deteve em apenas duas categorias, mas optou por especificar proteína de carne e as proteínas de nozes e sementes, juntamente com outras fontes alimentares importantes. “Esta pesquisa sugere que há mais heterogeneidade do que apenas a categorização binária de proteína vegetal ou proteína animal”, disse Fraser.

Fraser também disse que o estudo deixa outras questões em aberto para nova investigação, como os aminoácidos específicos das proteínas da carne que contribuem para as doenças cardiovasculares. Outra questão é se as proteínas de fontes particulares afetam os fatores de risco cardíaco, como os lipídios sanguíneos, a pressão arterial e o excesso de peso, que estão associados às doenças cardiovasculares.

VÍCIO EM APOSTAS ON-LINE E SAÚDE MENTAL: ENTENDA OS RISCOS

Entenda como o vício em apostas online afeta a saúde mental e conheça os sinais, riscos e caminhos para tratamento do transtorno do jogo.

Nos últimos anos, as apostas online — conhecidas como bets — se tornaram onipresentes no cotidiano brasileiro. Seja nos intervalos dos jogos de futebol, nas redes sociais ou em aplicativos no celular, a promessa de ganhos fáceis está sempre à espreita. No entanto, o que começa como diversão pode rapidamente se transformar em um problema sério de saúde mental.

O lado oculto das bets

As apostas online são projetadas para serem envolventes e acessíveis. Com apenas alguns cliques, é possível apostar em esportes, jogos de cassino e até reality shows. Essa facilidade, aliada à promessa constante de recompensa, pode levar ao desenvolvimento de um transtorno chamado transtorno do jogo ou ludopatia.

Segundo especialistas, o vício em apostas online se caracteriza por um comportamento persistente e recorrente de aposta, mesmo que isso traga prejuízos à vida pessoal, familiar ou profissional. Estima-se que cerca de 1,5% da população brasileira sofra com esse problema — e os números tendem a crescer com a popularização das plataformas online.

O que acontece no cérebro?

As apostas ativam o sistema de recompensa do cérebro, liberando dopamina, o neurotransmissor do prazer. Por isso, quanto mais se aposta, mais difícil fica sentir satisfação em outras atividades do cotidiano.

Além disso, regiões do cérebro que controlam decisões e impulsos, como o córtex pré-frontal, ficam menos ativas em pessoas com transtorno do jogo. Isso compromete a capacidade de resistir ao impulso de apostar — mesmo que a pessoa saiba dos prejuízos.

Impactos na Saúde Mental e na Vida Social

O vício em apostas online não afeta apenas o apostador. Na verdade, ele se espalha como um efeito dominó. Entre os principais impactos, estão:

  • Ansiedade e depressão: motivadas pela culpa, pelas perdas financeiras e pela frustração.
  • Dívidas e instabilidade econômica: que afetam a família e a segurança do lar.
  • Isolamento social: já que o comportamento compulsivo pode afastar amigos e familiares.
  • Problemas no trabalho: como queda de produtividade e até demissões.

Fatores de risco

Algumas pessoas são mais vulneráveis ao vício em apostas. Por exemplo, quem começa a jogar muito jovem, antes dos 18 anos, tem mais risco. Além disso, quem já enfrenta transtornos como ansiedade ou depressão também está mais propenso.

Em outras palavras, o jogo funciona como uma forma de “fuga” para quem já está em sofrimento. Por isso, é fundamental estar atento aos sinais.

Caminhos para a recuperação

Apesar do cenário preocupante, há esperança. O transtorno do jogo pode ser tratado com:

  • Terapia cognitivo-comportamental: que ajuda a reprogramar os pensamentos e comportamentos.
  • Grupos de apoio: como Jogadores Anônimos, que oferecem suporte emocional.
  • Medicação: em alguns casos, remédios podem ajudar a controlar os impulsos.
  • Campanhas de conscientização: que orientam sobre riscos e ajudam a prevenir recaídas.

Ou seja, não é preciso enfrentar isso sozinho.

Conclusão

As apostas online prometem emoção e ganhos rápidos. No entanto, escondem riscos reais e profundos para a saúde mental. O vício em bets é uma realidade que afeta milhares de brasileiros. Por isso, é essencial falar sobre o tema, buscar apoio e criar uma cultura de informação e cuidado.

ALÉM DO JOGO: COMO APOSTAS AFETA A MENTE E O LAR

O que começa como entretenimento pode virar uma armadilha perigosa: apostas online se espalham pelo país e deixam um rastro de dívidas, conflitos e sofrimento invisível.

“Já cheguei a apostar 700 reais e ganhei mais de 6 mil numa única vez. Mas nada se compara ao que já perdi”, relata Clara (nome fictício) ao descrever sua experiência com os jogos de apostas virtuais. Ela faz parte de um universo de quase 24 milhões de brasileiros que, segundo o Banco Central, participaram de jogos de azar online nos primeiros oito meses de 2024. Estima-se que, nesse período, cerca de 20 bilhões de reais tenham sido movimentados por mês nessas plataformas. E o cenário se repete em outros países da América do Sul. Dados da SimilarWeb mostram que, entre janeiro e dezembro de 2022, o Brasil teve um aumento de 75% nas visitas a sites de apostas esportivas — liderando o mercado no continente. No mesmo período, o Peru registrou aumento de 44,6% e o Chile, mais de 100%.

Clara conta que começou a apostar em 2023, após perder o emprego. Esse foi o primeiro gatilho. “Outro gatilho foi a tentativa de quitar minhas dívidas. Achei que poderia mudar minha situação e a da minha família com os ganhos. Mas é só ladeira abaixo”, lamenta. A “fase boa” durou pouco. Alguns meses depois, não havia mais retorno, pelo contrário: estava mais endividada. Clara recorreu a agiotas e estima já ter perdido mais de 30 mil reais. Mesmo assim, admite: não consegue parar de jogar.

Por que alguém continua apostando, mesmo acumulando prejuízos?

A neurociência ajuda a explicar. A psicóloga Rosângela Morais, especialista em dependência química e mestranda em neurociência, explica que o vício é um transtorno de causas multifatoriais que afeta os circuitos de recompensa, memória e motivação — geralmente associado ao uso de substâncias. Mas o conceito não se limita às drogas. “Seja uma dependência química ou não, alguns critérios para o diagnóstico são semelhantes, como o desejo incontrolável de repetir o comportamento e a presença de sintomas de abstinência quando ele é interrompido”, esclarece.

Desde 2014, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o DSM-5, reconhece o Transtorno de Jogo como um “comportamento de jogo problemático, persistente e recorrente, que causa sofrimento ou prejuízo clinicamente significativo”. Rosângela destaca que essa descrição se assemelha ao padrão observado em usuários de álcool ou drogas, em que as doses aumentam na tentativa de repetir os efeitos iniciais — o que consolida a dependência. Os efeitos dessa dependência sobre o funcionamento cerebral são vastos: “O córtex pré-frontal passa a ter dificuldades em controlar impulsos, levando a decisões impensadas e à incapacidade de resistir à vontade de apostar, mesmo diante de prejuízos. O hipocampo intensifica as memórias de ganhos e atenua as de perdas, criando uma percepção distorcida da realidade que alimenta o vício”, explica. Ela menciona ainda as alterações que ocorrem na amígdala cerebral. “Essa região se torna hiperativa, gerando ansiedade e irritabilidade na ausência do jogo, o que leva o indivíduo a buscar nas apostas um alívio temporário para essas emoções”, detalha.

“É, realmente, um alívio rápido, mas com custo alto”, aponta a psicóloga Paula Prado Cruz, especialista em Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT). De acordo com ela, quem recorre a esse tipo de alívio pode perder contato com o que realmente importa. “Surgem pensamentos do tipo ‘só mais uma vez’, ‘agora vai’, ou ‘não posso parar agora’, e o indivíduo segue acreditando que esses pensamentos são verdades absolutas. Esse padrão pode ir desconectando, aos poucos, o indivíduo dos seus valores mais profundos: como o cuidado com a saúde, as relações significativas ou a estabilidade financeira”, complementa.

Estudos reforçam as observações das especialistas e o relato de Clara. Segundo uma pesquisa do Instituto Locomotiva divulgada em 2024, 42% dos brasileiros que apostam online o fazem como forma de escapar de problemas ou emoções negativas. Mais da metade relatam ansiedade (51%), além de estresse (26%) e culpa (23%) após jogar. Entre os entrevistados, 37% admitem já ter usado dinheiro destinado a despesas importantes para apostar. É o que acontece com Clara. “Depois que perco o resto de dinheiro que me restou vem muita ansiedade, tristeza, desânimo”, descreve. Ela também conta que, quando tem vontade de parar, o impulso que a leva a tentar mais uma vez reacende em sua mente. “Se eu tiver dinheiro em pix, vem esse gatilho de fazer mais dinheiro. Confesso, é sempre o mesmo pensamento: aumentar minha renda para quitar as dívidas. E o que acontece? Perco tudo”, narra ela.

Tratamento: o caminho para a recuperação

Para sair do ciclo de perdas e novas apostas reforçado pelo vício, a psicóloga Rosângela Moraes aponta que, como em qualquer transtorno mental, é fundamental que o indivíduo busque ajuda o quanto antes. Ela explica que o tratamento desse transtorno segue uma abordagem semelhante à utilizada em outros tipos de vício, combinando psicoterapia e, em certas situações, o uso de medicamentos.

Na psicoterapia, um dos pilares do tratamento, a psicóloga especialista em Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) Paula Prado Cruz esclarece que o processo envolve desfusionar, ou seja, “descolar” o paciente de pensamentos que o conduzem ao impulso de jogar. “Partimos do entendimento de que apostar não é apenas um problema de autocontrole, mas uma forma que a pessoa encontrou de lidar com seu sofrimento interno. O foco da psicoterapia não é punir ou extinguir o comportamento, mas ampliar a consciência sobre o que está por trás dele”, explica. Com isso, as escolhas passam a ser menos automáticas e mais conscientes, fortalecendo um caminho de recuperação com sentido.

A saída existe, mas os estudos mostram que os apostadores podem levar tempo para buscá-la. “De acordo com o coordenador do Programa Ambulatorial do Jogo Patológico (Pro-Amjo) da Universidade de São Paulo (USP), jogadores compulsivos demoram, em média, uma década para buscar ajuda profissional”, pontua Rosângela. Ela menciona ainda que cerca de 50% consegue abandonar o jogo de forma definitiva. “A outra metade continua jogando e tende a piorar, especialmente quando não há tratamento adequado”, esclarece.

A família pode ajudar?

Do outro lado do problema estão, muitas vezes, a família e pessoas próximas dos apostadores, que também sofrem e, geralmente, não sabem como lidar. O técnico em manutenção industrial Kaio Mateus viu o casamento se deteriorar por causa do vício em apostas da esposa. Ele conta que tudo começou depois que tiveram um bebê, quando já estavam casados há cinco anos. “No início, ela me informou que estava jogando, mas pouco. Tirava 50, 60 reais do orçamento. Ela viu que teria um ‘bom retorno’ e continuou. Mas percebi que aquilo não era mais só um jogo quando vi que ela estava passando a noite jogando”, relata ele.

Para quem enfrenta situação semelhante, a psicóloga Paula Cruz sugere uma abordagem diferente da confrontação. “Pode ser mais útil abrir espaço para conversas sem julgamentos, que ajudem a pessoa a perceber o impacto do vício em áreas importantes da vida como os relacionamentos, os planos de futuro ou os próprios valores”, explica. Ela sugere que sejam feitas perguntas como: “isso está te afastando do que realmente importa?” ou “como você gostaria que sua vida fosse daqui a um ano?”.

Paula também esclarece que a resistência ao tratamento, ou mesmo a dificuldade de enxergar o jogo como um problema, não são, necessariamente, sinais de má vontade. Podem ser, na verdade, formas de proteção psicológica diante da dor, da culpa ou do medo da mudança. O objetivo dessa abordagem empática é, portanto, estimular reflexões mais profundas, em vez de reações defensivas. “O primeiro passo não é convencer, mas criar segurança para que a pessoa possa olhar para o problema com mais honestidade e menos medo, com menos julgamento e mais curiosidade sobre o que está acontecendo”, complementa.

Contudo, isso não significa minimizar a gravidade do problema. Conforme explica a psicóloga, a família pode ter um papel fundamental na recuperação, mas é essencial que o apoio venha com limites claros e baseados em valores. Ela deixa claro que ajudar não é evitar o sofrimento da pessoa a qualquer custo, mas estar presente com firmeza e afeto, oferecendo suporte sem alimentar o ciclo do vício. “Isso significa evitar atitudes como encobrir as consequências das apostas. Também não se deve assumir responsabilidades que cabem ao próprio indivíduo ou controlá-lo de forma excessiva”, pontua. E finaliza: “Estar ao lado não é o mesmo que carregar a pessoa no colo: é caminhar junto, mesmo quando o caminho é difícil”.

Como proteger o patrimônio familiar

Na história de Kaio, a situação em casa acabou se tornando insustentável. Ele conta que tentou fazer com que a esposa buscasse ajuda e que eles chegaram até a conversar sobre o tratamento. “Ela visitou uma clínica psiquiátrica, e fez acompanhamento médico com eles. Mas tenho a impressão de que foi tudo fachada, porque ela não se arrepende de nada do que fez”, lamenta Kaio. No caso dele, além do sofrimento emocional, o vício da esposa gerou um grande impacto financeiro. “Acabamos perdendo todas as coisas que construímos. Por causa do vício, escondido de mim, ela pegou dinheiro com três agiotas. Quando descobri o primeiro, tive que dar o carro para cobrir a dívida. Dias depois, descobri o segundo, foi quando nos separamos. Depois, quando já estávamos separados, descobri que ela tinha vendido nosso apartamento a preço de custo e feito o contrato sozinha, em cartório”, relata ele.

A advogada especialista em Direito Civil Larissa Reis, que atua com ênfase em direito de família, afirma que casos assim têm sido cada vez mais comuns. Ela explica que, hoje em dia, o direito de família tenta enfatizar a ligação afetiva entre as pessoas como o principal elemento jurídico nessas relações. No entanto, esclarece que é impossível desconsiderar as questões patrimoniais. “Essas questões estiveram - e sempre estarão - presentes e, de certa forma, serão centrais nas relações, afinal, não fazemos nada sem dinheiro. O que se espera de um casamento, por exemplo, é uma construção em conjunto para o futuro, planos, estratégias, esforço comum. O vício em jogos entra como um verdadeiro destruidor destes planos”, declara.

Do ponto de vista jurídico, Larissa informa que existem diversas medidas que podem ser tomadas para proteção patrimonial da família, a depender de qual membro da família está envolvido nas apostas. Considerando, por exemplo, que seja um dos cônjuges, ela aponta que o primeiro passo é verificar qual é o regime de bens do casamento. “O regime de bens mais utilizado no Brasil é o de comunhão parcial, em que todos os bens que são adquiridos após o casamento se comunicam na proporção de 50% para cada um dos cônjuges. Em caso de vício em apostas, seria uma opção válida considerar a modificação desse regime para o de separação de bens”, explica ela.

Outras medidas podem ser tomadas, a depender dos detalhes específicos de cada caso. “As alternativas podem variar de acordo com o tipo e o tamanho do patrimônio da família, abrangendo até mesmo medidas de planejamento sucessório. Uma possibilidade é o bloqueio de contas ou bens. Uma outra medida é a interdição parcial”, menciona a advogada. No caso da interdição, Larissa explica que se trata de uma medida judicial que restringe parcialmente a capacidade civil da pessoa. “Ela permite que o indivíduo continue tendo autonomia e plenos direitos nas demais áreas da vida, mas receba proteção e representação nas áreas em que há risco de prejuízo para si e para os outros”, detalha. A família ou o Ministério Público podem entrar com esse tipo de ação.

No curso do processo, Larissa esclarece que será necessário apresentar provas do que se alega, no caso, do vício da pessoa e o quanto isso a prejudica e sua família, além de um laudo médico ou psicológico. “Ao final, é nomeado um curador, que cuidará dos aspectos delimitados na interdição parcial por meio da sentença. Este curador pode ser um membro da família ou alguém de confiança, devendo prestar contas de sua administração”, explica. Larissa ressalta que a interdição não é perpétua, ou seja, ela pode ser revista ou revogada se a pessoa se recuperar. Ela enfatiza também a importância de que as famílias, além das medidas jurídicas, busquem medidas psicossociais, como terapia familiar e sessões de mediação com profissionais especializados.

A recaída é um desvio, não o fim da linha

Mesmo assim, com todo o suporte jurídico, médico, familiar e psicológico, é importante destacar que o tratamento para o transtorno de jogo não é fácil e pode envolver recaídas. “Entendemos que a recaída muitas vezes acontece quando a pessoa tenta escapar do mal-estar emocional, voltando ao comportamento antigo”, explica Paula. Ela detalha que os gatilhos mais comuns envolvem estados emocionais difíceis, como estresse, frustração, tédio ou solidão, além de situações externas, como o fácil acesso aos sites de aposta, lembranças de ganhos passados ou conversas com amigos que ainda apostam. Para evitá-la, é importante reconhecer os gatilhos e, mais ainda, desenvolver novas formas de responder a eles. “A pessoa pode lembrar do que realmente importa para ela, como reconstruir a confiança da família ou retomar seus projetos de vida e escolher uma ação mais alinhada com esses valores, como ligar para alguém de confiança ou se envolver em uma atividade que traga sentido. É assim que a liberdade começa a tomar o lugar do vício”, esclarece.

Paula ainda enfatiza que a recaída não significa fracasso, mas que pode ser vista como parte do processo de mudança. “Na ACT, tratamos a recaída não como um erro a ser punido, mas como um desvio no trajeto. Em vez de reforçar a culpa ou a vergonha, o foco está em ajudar a pessoa a observar com gentileza o que aconteceu, quais gatilhos estavam presentes, e como ela pode se preparar melhor para situações futuras”, detalha. Ela explica que esse tipo de abordagem fortalece a autocompaixão e ajuda a pessoa a manter o compromisso com a mudança, mesmo diante das quedas. A especialista em dependência química Rosângela Morais compartilha essa compreensão e ressalta a importância de se ter paciência com o processo. “Um princípio amplamente difundido entre os profissionais que atuam com dependências é: ‘da mesma forma que ninguém se torna dependente da noite para o dia, também não se supera esse problema em pouco tempo”, complementa.

Para Kaio, infelizmente, a história não teve um final feliz. Hoje, quando olha para tudo que aconteceu em seu casamento, ele pontua o que faria se pudesse voltar ao passado: “gostaria de ter tido a atitude de não tê-la deixado jogar um minuto sequer.” Já para Clara, que contou sua experiência no início da reportagem, o desfecho ainda está em aberto. Ela diz que aceitou dar entrevista porque tem a esperança de que, ao se abrir a respeito do tema, se sinta impulsionada a colocar em prática o plano de sair dos jogos e das dívidas. E acrescenta mais uma razão para falar: o desejo de que seu relato sirva de alerta, para que outras pessoas conheçam os riscos dos jogos de apostas online e aprendam com os erros que ela cometeu. “Desejo que, com a minha história, as pessoas tenham consciência de que você nunca ganhará com isso, só terá destruição da sua mente, da sua família e das suas finanças”, finaliza.

VONTADE DE SUMIR OU MORRER: COMO BUSCAR AJUDA

A vontade de sumir ou morrer é um sentimento mais comum do que parece. Muitas vezes, surge silenciosamente, como um reflexo de dor acumulada, frustração e exaustão emocional. Embora assustador, esse pensamento é um sinal de alerta — e nunca deve ser ignorado.

Você não está sozinho

Em algum momento da vida, todos nós enfrentamos dias difíceis. No entanto, quando a tristeza se transforma em um peso constante e o desejo de desaparecer ou morrer começa a ocupar espaço demais, é sinal de que algo precisa de atenção. Afinal, a vontade de sumir ou morrer pode parecer um grito silencioso — e é justamente por isso que ele precisa ser escutado com empatia, cuidado e apoio.

O que está por trás da vontade de sumir ou morrer?

Essa sensação pode surgir por diversos motivos: sobrecarga emocional, traumas, depressão, solidão, ansiedade, cansaço extremo ou frustrações acumuladas. Além disso, é importante lembrar que o problema não está em sentir — e sim em ignorar o que está sendo sentido.

Frequentemente, quem sente vontade de desaparecer não quer acabar com a vida, mas sim com a dor. Por isso, o primeiro passo é reconhecer: você merece ajuda e ela existe.

Como buscar ajuda quando há vontade de sumir ou morrer

Buscar ajuda é um sinal de força, não de fraqueza. Caso você sinta que não consegue mais lidar sozinho com o que está enfrentando, considere:

  • Falar com alguém de confiança. Às vezes, um amigo, familiar ou líder espiritual pode ser o primeiro canal de escuta e acolhimento.
  • Procurar apoio profissional. Psicólogos, terapeutas e psiquiatras estão preparados para ajudar você a entender e cuidar da sua dor.
  • Buscar respostas na fé. A espiritualidade pode ser um apoio essencial. Deus se importa com sua vida, com sua dor e com seus sentimentos. Na Bíblia, vemos exemplos de homens e mulheres que enfrentaram momentos sombrios — e encontraram consolo em Deus (veja esta reflexão).

Cuidar do corpo para aliviar a mente

A saúde emocional está profundamente ligada à saúde física. Por isso, adotar hábitos simples pode aliviar o peso mental:

  • Durma bem;
  • Alimente-se com regularidade e qualidade;
  • Pratique exercícios físicos leves, como caminhadas;
  • Tome sol diariamente, sempre que possível;
  • Evite o isolamento completo.

Vontade de sumir ou morrer não precisa ser o fim da história

Se você chegou até aqui, respire fundo. Há caminhos que ainda não foram percorridos e mãos que ainda podem ser estendidas. Existem vidas que você ainda vai impactar — começando pela sua.

Não é necessário dar grandes passos agora. No entanto, um basta. Fale com alguém. Marque uma consulta. Abra a Bíblia. Ore, mesmo que em silêncio. Caminhe, mesmo que devagar.

Conclusão: buscar ajuda transforma vidas

A vontade de sumir ou morrer pode ser um sinal de que você precisa de cuidado — e merece encontrar esse cuidado. Você não está sozinho. A ajuda existe. A vida continua sendo uma possibilidade de recomeço.

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BENEFÍCIOS DE CAMINHAR 10 MIL PASSOS POR DIA: MAIS SAÚDE E BEM-ESTAR

Descubra os benefícios de caminhar 10 mil passos por dia. Melhore sua saúde física, emocional e qualidade de vida com essa meta simples e eficaz.

Por que caminhar 10 mil passos por dia faz tão bem?

Você já ouviu falar nos benefícios de caminhar 10 mil passos por dia? Essa meta, além de popular, é respaldada por diversos estudos científicos que mostram como o simples hábito de caminhar pode transformar sua saúde.

A prática, que começou como uma campanha no Japão, ganhou o mundo por oferecer resultados visíveis e acessíveis para quem deseja mais qualidade de vida.

Pessoa caminhando ao ar livre em um dia ensolarado, simbolizando os benefícios de caminhar 10 mil passos por dia para a saúde física e emocional.

Benefícios físicos de caminhar 10 mil passos por dia

Quando você inclui o hábito de caminhar 10 mil passos por dia, seu corpo responde de forma positiva. Veja os principais benefícios físicos:

  • Redução da pressão arterial, ajudando a proteger o coração;
  • Controle da glicose, auxiliando na prevenção do diabetes tipo 2;
  • Queima de calorias, favorecendo o controle e a perda de peso;
  • Fortalecimento muscular, especialmente em pernas, glúteos e core;
  • Melhora da saúde óssea, reduzindo o risco de osteoporose.

Além disso, caminhar regularmente ajuda a melhorar a circulação e a capacidade cardiorrespiratória.

Benefícios emocionais de caminhar todos os dias

Os benefícios de caminhar 10 mil passos por dia vão muito além do físico. O impacto na saúde emocional é significativo.

  • Liberação de endorfinas, promovendo sensação de bem-estar;
  • Redução do estresse e da ansiedade, graças ao movimento e à respiração mais profunda;
  • Melhora da qualidade do sono, facilitando o descanso noturno;
  • Maior conexão com o ambiente, principalmente se você optar por caminhar ao ar livre.

Dessa forma, o simples ato de caminhar se transforma em um momento de autocuidado e equilíbrio emocional.

Como alcançar a meta de 10 mil passos por dia?

Se você ainda não tem esse hábito, começar pode parecer um desafio. No entanto, com pequenas mudanças na rotina, é possível atingir os 10 mil passos diários. Veja algumas dicas:

  • Faça caminhadas curtas após as refeições;
  • Estacione o carro um pouco mais longe;
  • Opte por escadas em vez de elevadores;
  • Crie metas progressivas, aumentando o número de passos a cada semana;
  • Use aplicativos ou pedômetros para acompanhar sua evolução.

Lembre-se: o mais importante é a constância, não a perfeição.

Caminhar 10 mil passos por dia é seguro para todos?

Antes de iniciar qualquer rotina de exercícios, especialmente se você tem alguma condição de saúde, é fundamental conversar com um profissional. Educadores físicos podem orientar sobre a melhor forma de começar com segurança.

Conclusão: Sua saúde em movimento

Os benefícios de caminhar 10 mil passos por dia são reais e ao alcance de todos. Com pequenas mudanças e determinação, você pode melhorar sua saúde física, emocional e sua disposição para o dia a dia.

Que tal dar o primeiro passo hoje?