28.12.24

JEJUM INTERMITENTE DESINTOXICA O CORPO

Passar um período de tempo sem se alimentar é uma boa prática de saúde. Porém, deve ser feita de forma segura. Veja como!

Você já ouviu falar sobre jejum intermitente? O nome pode parecer moderno, mas esta prática é muito antiga e está inserida em várias culturas, dentre elas a do povo judeu.

De forma simples, o jejum intermitente consiste em não comer alimentos sólidos por um período de tempo. No geral, pode ser feito uma ou mais vezes por semana, de forma programada e intercalada com a alimentação habitual.

Todavia, existem maneiras diferentes de fazer este tipo de privação. Tem pessoas que restringem a alimentação totalmente, outras restringem apenas os alimentos sólidos, mas bebem líquidos de baixas calorias, como caldos e sucos.

Fora isso, o tempo também é outra variável. Alguns passam períodos em jejum que duram 12 horas, e outros a abstenção é feita por 24 horas ou mais.

Mas o recomendado é que o jejum intermitente com total privação de alimento (ingerindo apenas água) seja feito no máximo do almoço ao desjejum do próximo dia, no caso omitindo o jantar.

Nesse sentido, não é recomendado pular o desjejum e o almoço. Por isso, cuidado com recomendações de jejuns privativos por longos períodos de tempo!

A saber, já foi comprovado que o jejum intermitente melhora a imunidade, acelera o metabolismo, regula hormônios, melhora a agilidade mental, potencializa a desintoxicação do corpo, que é muito importante para quem busca saúde e, sem dúvida, favorece a perda de peso.

Afinal, é muito mais fácil fazer a manutenção de máquinas quando essas estão paradas, não é mesmo? O corpo humano funciona da mesma forma! 

Dicas para o jejum intermitente

Se você quer fazer o jejum intermitente pelo menos uma vez na semana, aqui estão algumas orientações para que você tenha uma excelente experiência praticando o jejum!

Primeiro, se você nunca fez jejum…

Então é recomendado fazer o jejum de 12 horas. Uma sugestão é realizar a última refeição às sete da noite e voltar a se alimentar apenas as sete da manhã do outro dia.

Aliás, este é um hábito muito benéfico que pode ser incluído diariamente na sua rotina. Após a adaptação será mais confortável aumentar a quantidade de horas nos dias programados para o jejum.

Antes de iniciar o jejum intermitente…

Coma comida de verdade! Por exemplo, cereais integrais, frutas ou saladas, evitando os alimentos industrializados ricos em açúcares e gorduras.

Além disso, não caia no erro de quebrar um jejum com alimentos calóricos ou tipo fast-food. E após o período de jejum, não retome a alimentação em excesso.

Seja forte!

Caso tenha o hábito de comer às dez da noite, é bem provável que ao passar deste horário em jejum, você sinta vontade de comer. Mas, com um pouco de domínio próprio, será possível vencer o desafio!

Porém, se você sentir dor de cabeça intensa, irritabilidade ou forte tontura, considere quebrar o jejum com comidas leves.

Mas, antes disso, vale beber apenas um suco ou colocar um pouquinho de sal embaixo da língua para melhorar esses sintomas. Na maioria dos casos, pode resolver e o jejum não será quebrado!

Por fim, adapte sua rotina de exercícios durante os dias de jejum, evitando os exageros.

E aí, topa o desafio do jejum intermitente? Topa dar uma pause para o seu corpo se restabelecer?

24.12.24

LÚPUS E O ESTILO DE VIDA

O lúpus é uma doença inflamatória que atinge mulheres jovens e compromete a qualidade de vida. Descubra como evitar e controlar essa doença!

Uma das doenças autoimunes que atinge principalmente as mulheres é o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), ou apenas lúpus.

Já que é uma doença autoimune, ela faz com que as células de defesa do corpo ataquem as células saudáveis. É como se as tropas de um país atacassem o próprio território.

Assim o corpo recebe um bombardeio, o que provoca inflamações em diversos órgãos. Por isso o lúpus é uma doença sistêmica!

Por mais que sua causa seja devida a muitos fatores, a genética e o ambiente desempenham um papel predominante.

Assim, sua expressão difere de um paciente para o outro, com manifestações clínicas muito variáveis.

Logo o lúpus pode provocar inflamações em articulações (juntas), pele, olhos, rins, cérebro, coração e pulmões.

Mas o lúpus é comumente reconhecido pelas lesões dermatológicas causadas na pele dos pacientes, principalmente na área do rosto. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, são manchas avermelhadas nas maçãs do rosto e dorso do nariz, que lembram a asa de uma borboleta.

Ilustração de uma mulher com marcas avermelhadas no rosto no formato de asa de borboleta

Vale ressaltar que o lúpus não é contagioso! Ou seja, a doença não é transmitido de uma pessoa para outra.

Na verdade a pessoa já nasce com a predisposição para a doença e durante o decorrer da vida, por algum gatilho como uma infecção intensa, trauma, uso de algum medicamento ou, devido à exposição exagerada ao sol, a doença pode se manifestar.

Quem tem mais chances de desenvolver a doença?

Anteriormente citamos que o ambiente e o estilo de vida são fatores que influenciam no desenvolvimento do lúpus.

Mas vários estudos mostram que cerca de 90% das pessoas com lúpus são mulheres e 54% têm história familiar. Além disso a doença costuma atingir mulheres jovens: a faixa etária fica entre 20 e 45 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Inclusive os sintomas têm uma tendência de aparecerem desde o nascimento. E podem ocorrer por vários motivos, mas também por aspectos hormonais em mulheres.

Quais são os sintomas do lúpus?

Embora muitas pessoas levem uma vida normal, mesmo convivendo com a doença, os sintomas do LES podem afetar a qualidade de vida do paciente. Tudo vai depender da fase de atividade ou remissão da doença.

Aliás, a apresentação da doença é variável. Em alguns casos é muito superficial, enquanto em outros pode ser mais grave. Ainda assim, existem alguns sintomas mais comuns, que incluem:

  • Febre acima de 37,5ºC;
  • Manchas vermelhas na pele, especialmente no rosto e outros locais expostos ao sol;
  • Emagrecimento;
  • Perda de apetite;
  • Dor muscular e rigidez;
  • Edema (Inchaço) e dor nas articulações;
  • Queda de cabelo;
  • Sensibilidade à luz;
  • Cansaço excessivo.

A fadiga, anorexia e perda de peso são sintomas frequentes no quadro clínico inicial do lúpus. Enquanto a febre pode estar presente tanto no início como durante o curso da doença.

No caso, a maioria dos pacientes apresenta algum sintoma muscular ou nas articulações, caracterizado por dores ou edemas, principalmente nas articulações das mãos, punhos, joelhos e pés, além de rigidez matinal.

As lesões de pele e mucosas aparecem em 80% dos pacientes, que se manifestam na forma de aftas, erupção malar ou asa de borboleta na região da pele que cobre nariz e bochechas, nódulos subcutâneos) .

Por ser uma doença crônica, existem períodos de crise da doença e períodos de remissões. Alguns são fatores que aumentam a reativação da doença. Por exemplo: exposição solar, infecções, situações de estresse e gravidez.

E como saber se é lúpus ou não?

Com toda certeza, nem toda dor muscular ou na articulação significa que uma pessoa tem LES. Por isso uma investigação deve ser feita antes de qualquer diagnóstico.

Essa avaliação é feita por um médico, com base nos sintomas típicos. Fora isso, exames de urina e sangue também são úteis na investigação.

Na verdade, não há um exame específico para diagnosticar o LES. Por isso, na busca pelo diagnóstico, o médico usará um conjunto de procedimentos que vão apontar se a doença está ativa ou não no paciente.

Lúpus tem cura?

Infelizmente, não há cura para o lúpus. Mas a excelente notícia ´é que existe alguns tratamentos, indicados pelo reumatologista, que ajudam a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida de quem possui a doença.

Por exemplo: remédios anti-inflamatórios, corticoides e imunossupressores são alguns usados como base para o tratamento.

Nos últimos anos, os casos de lúpus tem aumentado. Ao mesmo tempo, tem surgido novas técnicas mais eficientes de diagnóstico e o desenvolvimento de novos tratamentos que possibilitam melhora na qualidade de vida de quem convive com o problema.

Alimentação saudável pode ajudar no controle

Por fim é muito importante que a pessoa com lúpus adote uma alimentação anti-inflamatória, pois dessa forma será possível prevenir o aparecimento dos sintomas ou até mesmo, diminuir a sua intensidade.

Ou seja, quem possui a doença (e quem quer ficar longe dela) deve evitar alimentos industrializados e aumentar o consumo de fibras, frutas e vegetais.

Para potencializar a alimentação contra o LES é recomendado aumentar o consumo de alimentos ricos em antioxidantes como:

  • Cúrcuma (açafrão)
  • Aveia
  • Azeite
  • Alho
  • Cebola
  • Brócolis
  • Abacate
  • Tomate
  • Frutas cítricas e vermelhas
  • Linhaça
  • Semente de abóbora, gergelim
  • Suco de uva integral

Identificou algum sintoma em você? Então procure um médico! E se você conhece alguém com alguma das queixas que citamos, compartilhe este artigo!

SAÚDE DOS RINS: COMO ESTÁ A SUA?

A saúde dos rins é fundamental para funcionamento do corpo todo. Pois quando os rins estão fracos, o corpo todo sofre. E aí, como anda a saúde dos seus rins?

Nossos rins são órgãos que, quando saudáveis, limpam o sangue removendo o excesso de líquidos, minerais e resíduos. Por isso a saúde dos rins é tão importante!

Agora, quando a saúde dos rins está debilitada, pois os órgãos não estão funcionando bem, um acúmulo de líquidos e toxinas começam a se formar no organismo. E essa é uma situação muito perigosa!

Isso ocorre por exemplo, quando a pressão arterial se eleva e o corpo retêm mais líquido do que deveria ou até mesmo, produz menos glóbulos vermelhos do que o suficiente.

Dessa forma ocorre a insuficiência renal, pois os rins perderam a capacidade de realizar suas funções básicas.

E na condição dos rins falharem, será necessário um tratamento para substituir as funções que eles normalmente desempenham. Por isso, saber como anda sua saúde renal é tão importante.

Se você ainda tem dúvidas sobre o assunto veja o próximo tópico:

Qual a principal função dos rins?

Inegavelmente os rins desempenham uma função primordial no corpo humano.

Com a finalidade de filtrar o sangue para eliminar substâncias nocivas ao organismo, como amônia, ureia e ácido úrico, os rins também atuam na produção de substâncias importantes para sua saúde.

Além disso os rins também trabalham para manutenção do equilíbrio de eletrólitos no corpo – sódio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo, bicarbonato – uma vez que esses eletrólitos ajudam na regulação das funções dos músculos e nervos.

É interessante saber, que os rins são formados por cerca de 1 milhão de pequenas estruturas chamadas néfrons. Cada pequeno néfron tem a função de eliminar os resíduos do sangue, controlar a quantidade de líquidos no organismo, regular a pressão arterial, secretar hormônios e produzir urina.

Por isso, o néfron é chamado de unidade funcional do rim, uma vez que cada néfron realiza todas as funções renais.

Saúde dos rins : laranja, limão, folhas verdes, melancia, romã, alho, maçã, melão, gengibre, cúrcuma, cenoura, pimentão vermelho são alguns dos alimentos que ajudam a limpar os rins.
Saúde dos rins : laranja, limão, folhas verdes, melancia, romã, alho, maçã, melão, gengibre, cúrcuma, cenoura, pimentão vermelho são alguns dos alimentos que ajudam a limpar os rins.

Saúde dos rins: classificação de doenças

Quando falamos da saúde dos rins temos que olhar para o outro lado da história: os problemas renais. Existem quatro classificações que definem os problemas nesse órgão:

  • Doenças pré-renais: são doenças que surgem em outros órgãos, como insuficiência cardíaca. Os rins devem purificar cerca de 180 litros de sangue por dia, mas diante de uma insuficiência cardíaca pré-existente, o rim acaba não recebendo a quantidade ideal de líquido que precisa para funcionar.
  • Doenças renais: são aquelas que se apresentam no próprio tecido renal. O rim tem seu formato parecido com um feijão e na sua parte externa, ou seja, o córtex renal, é o local que filtra. Lá encontramos os néfrons, que por sua vez possuem uma estrutura especial chamada glomérulo, que pode ser danificado por diversas doenças.

Doenças que afetam a saúde dos rins: diabetes, hipertensão arterial e qualquer outra doença que possa alterar uma artéria, como a aterosclerose, dislipidemia (colesterol alto), triglicerídeos altos, prejudicam as artérias renais.

Para deixar ainda mais claro vamos comparar com um exemplo da vida cotidiana: é como se o filtro de diesel de um veículo estivesse danificado.

  • Doenças pós-renais: são, principalmente, doenças obstrutivas. Podem ser causadas por alguma má-formação ou porque existem litíases (pedras) nos rins. Também podem ser causados ​​por tumores, até mesmo tumores que não são específicos do rim, mas sim tumores que pressionam o ureter e então, o esvaziamento necessário não ocorre de maneira adequada. Em todos esses casos, o rim fica com um grau de hidronefrose, que é um grande edema (inchaço), pois não consegue eliminar bem o seu conteúdo.

As doenças renais apresentam sintomas específicos?

Certamente este ponto é muito importante de esclarecer pois, acredite, muitas patologias renais são silenciosas e não apresentam sintomas em seu estágio inicial.

Entretanto, existem sintomas que estão ligados a outras doenças que podem ser o gatilho para danos nos rins.

Por exemplo, se um indivíduo tem febre e/ou ardor ao urinar, já é uma indicação clara de que esse desconforto pode ser de origem nefrológica.

Além disso, quando existe dor na cintura ou na parte inferior das costas também pode ser um alerta. Como os rins estão localizados na parte inferior das costas, isso pode ser um sinal de que não estão bem.

Outro sintoma que pode ocorrer é a urina com característica de espuma, e neste caso podemos estar diante de proteinúria, que é a presença de grandes quantidades de proteína na urina.

Bem como a poliúria, quando a pessoa passa a eliminar quantidades excessivas de urina, no caso, eliminar mais de 3 litros de urina por dia. Se esses sintomas persistirem, a recomendação é procurar um médico.

Por último, mais um sintoma que deve chamar a atenção é a urina escura. Existem medicamentos e alimentos, como a beterraba, que deixa a urina mais escura.

Fora isso, se a urina estiver escura, mais densa ou hematúria (presença de sangue na urina) precisa de análise clínica para descartar qualquer patologia nefrológica.

Qual é a melhor maneira de cuidarmos de nossos rins?

Sem dúvida, para manter a saúde dos rins a água é fundamental. Os rins precisam de água para poder funcionar bem e realizar a filtragem que o corpo necessita.

Para isso, cada pessoa deve beber pelo menos oito copos grandes de água por dia, digamos que, pelo menos, 2 litros de água/dia. Lembrando que nenhum outro tipo de líquido substitui a água.

No caso, se a pessoa transpira muito ou realiza atividade intensa, deve-se ter um cuidado especial para aumentar o consumo de água para compensar essa perda adicional que ocorre pela transpiração.

ATENÇÃO: Não espere sentir sede ou sensação de língua seca para tomar água, pois esses sintomas simples já são sinais claros de que existe desidratação.

Uma boa prática é beber um ou dois copos de água com o estômago vazio, assim que se levantar, e continuar ao longo do dia com uma boa ingestão de água, nunca inferior a 2 litros.

Por outro lado, nunca beba água demais. Isso pode ocasionar uma diluição da quantidade ideal de sódio no corpo. Quantidades baixas de sódio também são a causa de problemas renais. Por isso equilíbrio é tudo!

Por fim, cuidar da saúde dos rins é prevenir doenças que conhecemos como “doenças do estilo de vida“: diabetes, hipertensão arterial e doenças reumáticas. Cuide bem dos seus rins!

Envie este post para alguém que quer ter mais saúde!

QUER SE TORNAR VEGETARIANO? 3 DICAS IMPORTANTES

Cada vez mais pessoas se tornam adeptas de dietas equilibradas e, sobretudo, saudáveis.

Diante de tal realidade, o consumo de carne tem sido questionado por muitos indivíduos, abrindo espaço para outras vertentes alimentares, como o vegetarianismo, por exemplo.

Neste post vamos falar sobre 3 passos importantes para se tornar vegetariano, sem negligenciar a saúde!

Mas antes…

É necessário dizer que o estilo de vida vegetariano é bem mais do que uma escolha pessoal.

Tornar-se vegetariano é uma conscientização ecológica que fará toda a diferença no mundo.

Segundo Cyntia Maureen, nutricionista e consultora da Superbom, “o vegetarianismo reduz o desmatamento e agressões ao meio ambiente, já que o consumo de carne é um dos maiores causadores de derrubadas de florestas”, explica.

Tornar-se vegetariano também é um grande investimento para a saúde. Quem consome carne vermelha é mais propenso a desenvolver doenças cardiovasculares e câncer.

Fora isso, a chance de morte por motivos variados aumenta em 12%, segundo pesquisa realizada pela Universidade de Harvard (EUA) com mais de 120 mil participantes ao longo de dez anos.

Isto significa que os riscos são aumentados apenas pelo fato de se consumir a carne.

Além disso, pessoas que consomem carnes processadas como salsicha, salame ou mortadela também têm mais probabilidade de desenvolver câncer, principalmente o do tipo colorretal.

Mas para quem pensa em tornar-se vegetariano, é preciso tomar alguns cuidados. Antes de abandonar o consumo da carne, é preciso:

“Conhecer os grupos de alimentos que oferecem os nutrientes fundamentais para nossa saúde e saber que uma alimentação sem carne não deve ter um cardápio limitado, pelo contrário, quanto mais diversificado melhor”, pontua.

Com o objetivo de garantir uma transição segura para o vegetarianismo, a especialista listou quatro dicas que devem ser seguidas por quem deseja parar de comer carne.

Transição deve ser gradual

“Escolha um dia da semana para ingerir apenas alimentos vegetarianos e, depois, de forma gradual, vá aumentando os dias até que a carne não esteja presente em nenhum prato da sua dieta”, orienta a Cyntia.

Reponha as proteínas de uma maneira variada

A nutricionista destaca que é imprescindível repor a proteína que o organismo necessita. A soja, por exemplo, é rica em proteína vegetal, mas a alimentação não pode ficar só a base da mesma.

“Grãos, sementes e leguminosas são boas fontes de proteínas. Feijão, lentilha, grão de bico, cereais integrais, sementes de abóbora e de chia e as oleaginosas, como castanhas, nozes e amêndoas devem fazer parte do cardápio de quem não come carne”.

Ela ainda conta que muitas pessoas acreditam que tornar-se vegetariano pode fazer mal à saúde, pois acham que a carne é o único alimento que oferece os nutrientes importantes para nosso organismo. Mas isso não é verdade! 

“As proteínas são formadas por aminoácidos e, ao serem consumidas, são desintegradas pela ação digestiva e absorvidas pelo nosso organismo”, explica.

Dos 200 aminoácidos existentes, apenas nove o corpo humano não é capaz de produzir. Estes são chamados de aminoácidos essenciais e estão presentes em vários alimentos vegetais, excluindo a necessidade da carne.

Estude sobre o assunto

Ler, aprender e entender sobre os alimentos e a influência que eles têm na saúde é essencial, principalmente quando acontece essa transição alimentar.

“O conhecimento sobre a saúde e a alimentação dos vegetarianos ajudará muito nesse processo. Acesse meios de comunicação que possuem essa filosofia como objeto central.

É uma forma de conhecer diversas receitas vegetarianas e vegetarianas estritas, ler artigos e notícias sobre o tema, além de poder trocar experiências com indivíduos que já passaram ou também estão passando por essa transição”.

JEITO CERTO DE GUARDAR COMIDA EM POTES

Será que existe um jeito certo de guardar a comida sem colocar a saúde em risco? Com certeza! Nem todo recipiente pode ser usado para guardar alimentos. Veja quais são eles!

Toda casa tem aqueles potinhos e vasilhas para guardar a sobrinha do almoço ou da janta, não é mesmo? Mas qual será o jeito certo de guardar os alimentos? Ou ainda: existe um jeito certo?

É verdade que muita gente aproveita o pote de sorvete e outros alimentos para guardar a comida. E por mais improvisados que sejam, a regra é clara: pegou emprestado, tem que devolver!

Bom, seja de vidro ou de plástico, os potes usados para guardar os alimentos são ótimos para separar, congelar e levar as refeições para o trabalho. Ou seja: super úteis!

Vale lembrar que, além de se preocupar com a utilidade dos utensílios, quando falamos dos alimentos e do local onde eles são preparados, é muito importante também ter cuidados com a higiene de todo o ambiente para não cometer erros que prejudicam a saúde da família.

Mas nosso objetivo é mostrar o jeito certo de guardar os alimentos, mostrando as vantagens e desvantagens de cada material em relação a sua saúde.

Então vamos lá!

Pote de plástico

Primeiro, a vantagem de usar os potes de plástico é que eles não quebram facilmente e são mais leves. Por outro lado, essa praticidade carrega desvantagens que devem ser consideradas.

Além de absorver mais odor, sabores e cor dos alimentos por conta da porosidade do plástico, o maior dos perigos é o fato desses recipientes serem fabricados a partir do petróleo.

Isso quer dizer que, quando o plástico entra em contato com os alimentos, ocorre liberação de toxinas. E quando o pote de plástico é aquecido no micro-ondas, o risco de contaminação é ainda maior.

O componente mais perigoso é o bisfenol A (BPA) presente nesses e vários outros utensílios de plástico. Essa substância pode estar relacionada a problemas hormonais, cardíacos, alterações no sistema reprodutivo, infertilidade, obesidade, aborto e risco de câncer.

Jeito certo de guardar comida: potes de plástico

Resumo: potes de plástico

  • Custo mais acessível
  • Potes de plástico puxam odor e sabor dos alimentos
  • Liberam toxinas que prejudicam a saúde

Pote de vidro

Agora chegou a vez de falar sobre os potes de vidro. Será que o jeito certo de guardar a comida é em recipientes de vidro?

Bom, a resposta é sim! O vidro é o melhor material para armazenamento, sendo mais seguro e higiênico. Por ser de material inerte, não reage em contato com o alimento. Além disso, não absorve odores, sabores e cor dos alimentos.

Apesar do vidro ser mais pesado e quebrar com mais facilidade, os potes de vidro podem ser reaproveitados várias vezes, o que torna o seu consumo mais consciente.

E aqui vai uma dica:

Como o jeito certo de guardar comida é usando potes de vidro, para economizar reaproveite as embalagens de vidro que você jogaria fora como vidro de palmito, mel, azeitona, etc. Mas para isso as tampas desses potes devem estar intactas, ok!

Não apenas esses, mas também aqueles potes que são hermeticamente fechados aumentam ainda mais a durabilidade dos alimentos como arroz, feijão e biscoitos.

Além disso, a lavagem desses recipientes é bem simples: basta utilizar detergente e água fria.

Resumo: potes de vidro

  • Mais frágil, maior custo
  • Podem ser aproveitados de outros produtos
  • Mais higiênico
  • Não absorve odores ou gosto
  • Não libera toxinas

Afinal, qual o jeito certo de guardar a comida?

Independente do recipiente que você escolher para guardar as sobras dos alimentos, eles deve estar limpo e com boa vedação, ou seja, a tampa tem que funcionar direitinho.

Saiba que você não precisa descartar os potes de plástico que têm em casa. No entanto, prefira utilizar esses potinhos para guardar grãosfarinhas e alimentos secos.

Agora, se for comprar novos recipientes de plástico, confira o fundo do pote de plástico para saber se ele é livre de BPA. Alguns aparecem escrito: “BPA free” ou “livre de BPA”.

Por fim, jamais coloque comida quente em potes de plástico. Na hora de aquecer a refeição no micro-ondas, use recipientes de vidro ou pratos que podem ser aquecidos.

Agora você já sabe o melhor jeito de guardar os alimentos, separe os seus potes de acordo com o material e a utilidade.

Compartilhe este post e divulgue conteúdo de qualidade!

23.12.24

DIÁLOGO AJUDA A REDUZIR ÍNDICES DE SUICÍDIO


Melissa J. Pereau é apaixonada por ajudar as pessoas durante períodos críticos em suas vidas, sendo esse o motivo porque ela passa os dias trabalhando com pacientes que pensam em cometer suicídio ou que já o tentaram. Como diretora médica e psiquiatra no Centro de Medicina Comportamental da Universidade de Loma Linda, ela é diariamente confrontada com a realidade do suicídio e de como esse tópico, dentre outros sobre saúde mental, de alguma forma, afeta cada comunidade.

A despeito da prevalência de questões de saúde mental, as tentativas de discutir o tema são muitas vezes rejeitadas devido à sensibilidade que o cerca. Embora o elevado perfil de suicídios recentes nos Estados Unidos tenha suscitado questões que levaram os indivíduos a confrontarem diretamente a questão, o problema é mais amplo.

A taxa de suicídios nos EUA aumentou em 30% desde a metade da década de 1990, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. Na média, ocorrem 123 suicídios por dia no país, de acordo com a Fundação Americana para Prevenção do Suicídio.

O trabalho de Melissa com os pacientes e seus grupos de apoio a motivaram a ser uma voz em favor da conscientização sobre a saúde mental. Seu trabalho na Universidade de Loma Linda, Estados Unidos, a expôs a muitos questionamentos dos pacientes, de seus amigos e familiares a respeito da saúde mental e do suicídio. Ela aceitou participar de uma entrevista para discutir as questões de saúde mental, incluindo a busca de apoio, ajuda e ferramentas para o enfrentamento. A seguir, alguns trechos dessa entrevista:

Como um amigo ou familiar de alguém que sofre com questões de saúde mental pode falar com a pessoa de forma não prejudicial?

Certifique-se de não abordar a pessoa de forma crítica. Converse com a disposição de mostrar a sua própria vulnerabilidade e debilidade. Introduzir um ambiente amoroso e atencioso pode ajudá-lo melhor a falar sobre os pensamentos de suicídio ou dos sentimentos de depressão e ansiedade. 

Se alguém evita buscar ajuda médica porque acredita que receberá um temido diagnóstico, como ajudar a amenizar o medo de ser rotulado? 

Alguém que não deseja se consultar com um profissional de saúde mental porque teme ser rotulado com “doença mental” faz sentido, mas não contribui para a raiz do problema. É o mesmo que não se consultar por temer ser rotulado como diabético. Significa que você segue com a doença. Significa que você ainda necessita de ajuda e é importante que você obtenha a ajuda necessária. 

E o que dizer se as circunstâncias de alguém contribuem em muito para sua dor emocional? Como ela pode saber o que causou sua situação e a que se deve a doença mental subjacente? 

As circunstâncias da vida podem, definitivamente, contribuir para pensamentos suicidas e a pessoa pode ficar enredada e isolada por essas circunstâncias. Receber apoio e ter pessoas a quem recorrer é o mais importante nessas situações. Não estar só pode ajudar em ambas as situações, quer sofrendo de doença ou circunstâncias mentais.

Há palavras ou frases que você aconselha que as pessoas não usem quando falam a respeito de saúde mental? 

É importante não mencionar coisas que levem ao sensacionalismo da doença mental, da saúde mental, detalhes de suicídio ou detalhes da doença. Essas coisas podem ser grandes desencadeadores. Antes pergunte à pessoa com o que ela está lutando ou o que lhe está causando a dor. Esse tipo de pergunta provê muito mais conforto do que partir para detalhes.

O que é avaliação de saúde mental? 

A avaliação pode ser feita de diversas formas e analisa os estressores contínuos atuais e as formas de lidar com esses estressores. Algumas vezes considera as experiências prévias de vida, mas com frequência, avalia as experiências diárias e o quão distante você pode estar de seu parâmetro ideal. Você pode conversar com um psiquiatra, psicólogo, assistente social, conselheiro ou até mesmo com seu médico.

Como uma pessoa pode começar a lidar com o suicídio de um ente querido?

Permanecer envolvida com outra pessoa, seja participando de um grupo de apoio ou de um pequeno grupo de pessoas de sua confiança. Sempre haverá a tendência de se afastar dos outros, mas possibilidade de desencadear lembranças dolorosas sobre a perda é maior. Esforçar-se por se manter alimentado e por ter hábitos regulares de alimentação, além de fazer exercícios e descansar podem ajudar no alívio da dor.

QUAL A RELAÇÃO ENTRE ESTRESSE, SAÚDE FÍSICA E MENTAL?

O estresse tem mais impacto na saúde física e mental do que a maioria das pessoas consegue perceber.

Esta afirmação é do diretor de pesquisa do Centro de Medicina Comportamental da Universidade de Loma Linda, Estados Unidos, Brian Distelberg.

O diretor também dirige o programa MEND, uma iniciativa que ajuda pessoas e suas famílias a manter ou recuperar a saúde emocional e o equilíbrio durante uma doença ou tratamento médico importante.

O que é estresse?

Bom, essa é uma pergunta difícil porque, em termos acadêmicos, não há definição. Mas este é o termo que usamos no mundo cotidiano e isso pode significar coisas diferentes para cada pessoa.

Por exemplo, alguém pode se sentir estressado por conta de um barulho alto, provocando uma reação de estresse no nível psicológico, que é chamado de estresse cognitivo.

O estresse pode vir de dificuldades financeiras, relacionamentos tóxicos, trabalho ou até mesmo por ser apenas humano.

Isso acontece no nível biológico e cria uma reação bioquímica no corpo que envolve não apenas nosso cérebro, mas também vários processos corporais diferentes.

Vida estressante: longo prazo e curto prazo

A duração e a severidade do estresse fazem uma enorme diferença em como seu corpo pode reagir.

Estresse prolongado ou intensificado pode ter um efeito mais longo sobre o corpo do que um estresse sério, mas de curto prazo.

Se ocorre por um longo período de tempo, também aumentam as chances de um problema de saúde física ou mental se desenvolver ou piorar.

Quais sistemas corporais podem ser afetados?

Uma área popular da ciência atualmente está focada em identificar como o estresse afeta o corpo como um todo.

A angústia prolongada tem demonstrado ter um efeito no corpo. Frequência cardíaca aumentada, respiração acelerada e outras reações “de momento” são alguns efeitos que o estresse causa.

Se essa angústia persistir em longo prazo, isso pode exigir um custo. Em um nível biológico, estamos começando a ver que certas doenças são “baseadas no estresse” ou “ligadas ao estresse”. São doenças como asma, diabetes e certos distúrbios da dor. 

Quem são os mais estressados?

Existe todo um campo da ciência chamado “pesquisa de disparidades em saúde”, que examina os resultados de saúde com base em raça, etnia ou status socioeconômico.

Os indivíduos que são de baixa renda estão tendo mais consequências negativas na saúde.

Não diríamos que eles são mais suscetíveis ao estresse, mas estamos percebendo que eles tendem a estar desproporcionalmente sob mais estresse.

Esses grupos mostram resultados de saúde mais negativos porque vivem em comunidades onde os impactos ambientais são mais altos para eles. A idade também pode ser um fator.

Essa pesquisa envolve adolescentes e sugere que sua faixa etária pode ser mais suscetível aos efeitos do estresse negativo, como o esgotamento das capacidades cognitivas. 

Por outro lado, nos indivíduos com mais idade, parece haver algumas ligações entre níveis elevados de estresse e uma progressão mais rápida da demência ao longo do tempo.

Como administrar tudo isso?

Não podemos evitar completamente o estresse. No entanto, uma pessoa pode combater esse mal construindo sua resiliência.

Cada pessoa pode tolerar um nível diferente deste incômodo, mas a melhor opção é exercitar a resiliência.

Por fim, outras maneiras de lidar com o estresse é ter uma alimentação saudável, dormir o suficiente e se exercitar. E é claro, é preciso se relacionar com outras pessoas e procurar ajuda.

ANSIEDADE: COMO AFASTAR ESTE MAL DA SUA VIDA?

A ansiedade é um problema da vida moderna e, muitas vezes, um tratamento específico é necessário.

Já ouviu falar sobre transtorno de ansiedade? Se você não sofre com este problema, possivelmente alguém do seu convívio sofre!

Pasmem: o brasileiro é o povo mais ansioso do mundo!?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, quase 10% dos brasileiros convivem e sofrem com algum transtorno de ansiedade. Este índice é três vezes maior do que a média mundial.

Entre este grupo, as mulheres são as que mais convivem com o problema, seguindo uma tendência mundial.

Alguns especialistas apontam que a desigualdade social, privações e traumas na infância são fatores de risco para o transtorno de ansiedade.

Além disso, o estresse também pode colaborar para o desenvolvimento do transtorno.

Mas a ansiedade sempre será prejudicial para a saúde? Bom, vamos ver!

Mulher com trança, camiseta bege, com a mão esquerda sobre os dentes mostrando ansiedade.

Ansiedade: quando ela faz mal

Antes de mais nada, é importante dizer que a ansiedade pode ser benéfica ou prejudicial, dependendo das circunstâncias ou intensidade.

Na medida correta, a condição estimula o indivíduo a entrar em ação, mas em excesso, faz exatamente o contrário e impede reações.

E é aí que mora o problema!

Pois, existe um momento que a ansiedade passa a ser algo preocupante para a saúde.

Isso acontece quando as preocupações, tensões ou medos exagerados – sabe aquela pessoa que NUNCA relaxa? – começam a fazer parte do dia a dia.

Além disso, outra característica que mostra que a ansiedade está em um nível preocupante, é quando a pessoa vive na iminência de uma catástrofe ou preocupações exageradas com a saúde, trabalho, família, etc. 

A saber, quando a ansiedade chega a um nível onde o indivíduo não consegue controlar seus medos e tensões, e isso começa a ter influência negativa no dia a dia, quer dizer que chegou a de procurar um especialista.

Entenda, um diagnóstico precoce e preciso, juntamente com um tratamento eficaz e o acompanhamento especializado por um período, são essenciais para obter melhores resultados e menores prejuízos.

A sua saúde mental é tão importante como a física, por isso deve ser cuidada com todo o empenho possível, ok?

Ansiedade natural: como controlar?

A vida moderna nos leva a viver de forma ansiosa, por isso é necessário tomar atitudes que vão diminuir esta tensão.

A primeira dica para isso é eliminar a correria da vida. Parece impossível, mas não é. Separe momentos do dia para se alimentar com calma, sem pressa.

Outra dica, não faça várias atividades ao mesmo tempo. Faça uma coisa de cada vez! Por outro lado, não procrastine. Não deixe tarefas pendentes.

Não permita que pensamentos negativos cresçam em sua mente. Interrompa a negatividade assim que ela surgir no seu íntimo.

Da mesma forma, pare de viver do passado ou futuro. A ansiedade reside nestes dois aspectos. Por isso, viva o presente, viva o agora.

E por último, pratique exercícios! Você já viu esta dica em uma série de posts aqui porque os exercícios são FUNDAMENTAIS para a saúde do corpo e da mente.

Quer viver uma vida em paz, longe da ansiedade que consome o dia? Então se movimente! Gaste energia!

Se este post te ajudou, então compartilhe com seus amigos!

DEPRESSÃO E A VONTADE DE MORRER: COMO AJUDAR?


A depressão é o mal da sociedade moderna, por isso não é raro conviver com alguém que sofra do problema. Se você quer saber como ajudar alguém com depressão, leia o post!

Tanto a depressão quanto o suicídio são situações de grande preocupação de forma geral. E, se um membro da sua família ou amigo vive um processo depressivo, surgem diversos medos. O maior de todos é de que isso acabe da pior maneira, porque a vontade de morrer é um dos sinais da depressão.

Mas, antes de tudo, é importante dizer que a depressão não se trata simplesmente de casos isolados, a doença é um mal global. Mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofrem com esse problema.

Sendo assim, a situação é de extrema importância e o assunto precisa ser abordado abertamente. Antes de tudo, é importante dizer que:

Depressão não é apenas “estar triste”

É, na verdade, muito mais! Estar com depressão é como perder o rumo, perder a bússola que dá direção à vida. Nada mais faz sentido. A vida perde a graça!

Do mesmo modo como em outras doenças, a detecção precoce é essencial para ser capaz de tratá-la o mais cedo possível, o que favorece a cura.

Para isso, além de contar com profissionais de saúde, os familiares e pessoas do ambiente mais próximo podem ser a chave para perceber quando o outro não está bem.

Assim, estes grupos são fundamentais para o diagnóstico precoce e incentivo aos primeiros passos no tratamento.

No caso, esses primeiros passos se trata do tratamento baseado no acompanhamento, ou seja, simplesmente no “estar presente” na vida desta pessoa. E, acima de tudo, se importando sinceramente com ela.

Como acompanhar uma pessoa com Depressão?

Primeiramente, seja uma boa companhia para a pessoa deprimida. Saia com ela para passear, tomar sol, cozinhar etc.

Em outras palavras, faça coisas que normalmente dariam prazer para o deprimido. O simples fato de tirá-lo da cama já é um grande passo.

Às vezes, isso pode parecer muito simples, mas não subestime! Para uma pessoa com depressão qualquer atividade é extremamente difícil. A pessoa deprimida verdadeiramente não encontra coragem e nem energia para se levantar.

É por isso que ela precisa de alguém que cuide, que esteja ao seu lado e que, sem julgamentos, a ajude para iniciar o processo de busca pela cura.

Por outro lado, um aspecto que adiciona complexidade ao assunto é o fato do depressivo, muitas vezes, sentir culpa por “ser um fardo” para a família e os amigos.

Definitivamente é importante que aqueles que estão acompanhando o tratamento de uma pessoa com depressão, deixem claro que estão ali porque a amam e querem vê-la bem.

Nesse sentido, no processo de acompanhamento de alguém deprimido, leve em consideração algo extremamente importante:

Por vezes, o “querer estar presente” como apoio e ajuda pode resultar em negligência com o restante dos membros da família e amigos. Logo, esteja atento à situação, mas evite negligenciar os outros e até a si mesmo.

Ou seja, investir tempo em ajudar alguém com depressão não deve levar ao esquecimento de si mesmo. Ambos devem ser cuidados!

Sempre tenha o seu tempo para se divertir, descansar e comer bem. Não perca de vista os outros objetivos de sua vida. Do contrário, todo mundo ficará doente.

Depressão: quanto tempo dura o tratamento?

Ao se falar, especificamente, em processos de tratamento abrangentes, devemos saber que eles podem ser longos. Mas não podemos dizer exatamente quanto tempo leva o tratamento para vencer a depressão.

Isso porque algumas pessoas que sofrem de uma depressão branda se recuperam rapidamente. Já outras, talvez com sintomas mais graves, requerem mais intervenção e mais tempo de tratamento.

Assim, o mais importante é não deixar passar despercebido os sintomas de alerta, para depois não sofrer com a perda de alguém querido.

Mas falando do tratamento de forma abrangente, muitas vezes é necessário apoio farmacológico sob orientação de um psiquiatra.

Além disso é indispensável o acompanhamento psicoterapêutico, pois ambos os profissionais visam condicionar o sistema nervoso para que funcione na sua forma ideal.

Da mesma forma, é importante saber que nem sempre força de vontade é suficiente para sair do quadro depressivo. A reposição de componentes químicos do cérebro, na forma de medicamentos, podem ser necessários no processo. Tudo isso para que a pessoa possa voltar a tomar suas próprias decisões e se tornar independente novamente.

Sintomas que merecem atenção

A vontade de morrer é um dos sintomas que permeiam a depressão. Porém, existem outros sinais que devem ser observados, como:

  • Isolamento
  • Ideias negativas persistentes
  • Dificuldade para dormir
  • Desesperança
  • Sensibilidade inconsolável
  • Choro constante
  • Mudanças repentinas de comportamento (como impulsividade)

Observe as expressões que uma pessoa manifesta. Por exemplo, frases como “eu preferia morrer”; “não aguento mais”; “acho que minha família ficaria melhor se eu não estivesse aqui”; “eu sou um peso para os outros”;  “as coisas não vão dar certo”; “não vejo saída”.

Diante desses relatos, não caia no erro de dizer: “acalme-se, isso não vai acontecer”; “deixa de besteira”; “você não tem motivo, está tudo bem!”; assim por diante.

Frases assim, por mais que sejam ditas com todo o amor do mundo, não mostram ao outro compreensão e empatia.

Portanto o silêncio e um abraço compreensivo podem ser as melhores ferramentas que você tem para ajudar o outro a superar este momento de crise.

Com essa atitude, em clima de confiança, avance no processo de acompanhamento para as novas etapas de um tratamento necessário.

Seja presente, mas cuide de você!

Jamais esqueça que, durante todo o tratamento, a pessoa com depressão vai precisar sentir que não está sozinha, que tem alguém a quem recorrer, mesmo que seja apenas para desabafar um pouco.

Porém, quem se coloca à disposição para ajudar deve ter em mente a importância do cuidado consigo mesma, para que as próprias forças não vacilem, pois o processo pode ser longo, e isso requer força, perseverança e esperança.

Dr. Alan Kalbermatter (Especialista em Psiquiatria do Serviço de Bem-estar Mental do Sanatório Adventista de Plata / Docente da Faculdade de Medicina da Universidade Adventista Del Plata)